Uber é condenada a pagar R$ 205 milhões por morte de passageira deixada em rodovia

Uber é condenada a pagar R$ 205 milhões por morte de passageira deixada em rodovia

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 19/09/2026 às 13:04

A Uber foi condenada a pagar US$ 40 milhões, cerca de R$ 205 milhões, aos pais de uma jovem de 23 anos que morreu atropelada após ser deixada por um motorista da plataforma em uma rodovia na Califórnia, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após um processo de arbitragem envolvendo a empresa e o condutor.

O caso aconteceu em agosto de 2023. Emily Normandin-Parker havia solicitado uma corrida para voltar para casa com uma amiga depois de uma noite em Orange County. Durante o trajeto, a amiga passou mal e vomitou dentro do veículo.

De acordo com a decisão, o motorista Vu Tran parou o carro em uma área de bifurcação entre a rodovia e uma saída e, após uma discussão, deixou as duas passageiras no local. Emily e a amiga estavam alcoolizadas. Pouco depois, a jovem foi atingida por um veículo e morreu.

Segundo os advogados da família, o motorista não acionou o serviço de emergência depois de deixar as passageiras. Dados de GPS apontaram que ele parou na saída seguinte e entrou em contato com a Uber para solicitar a cobrança de uma taxa de limpeza do veículo.

Na decisão, o árbitro Richard Stone considerou que o motorista colocou as passageiras em risco ao parar em um local considerado inseguro e ilegal, quando poderia ter seguido até uma área adequada para o desembarque.

A Uber também foi responsabilizada pelo ocorrido. A empresa argumentou que o motorista atuava como prestador independente e que, por isso, não deveria responder por suas ações. O argumento, no entanto, foi rejeitado na arbitragem.

Em comunicado, a Uber afirmou discordar da decisão e disse que vem reforçando suas medidas de segurança, incluindo orientações para que motoristas evitem deixar passageiros em locais considerados perigosos.

Segundo os advogados da família, a empresa havia oferecido anteriormente um acordo de US$ 10 milhões, cerca de R$ 50 milhões, que previa que os pais não falassem publicamente sobre o episódio. A proposta foi recusada.

O motorista não trabalha mais para a plataforma. De acordo com informações apresentadas no caso, ele havia realizado quase 6 mil viagens e tinha avaliação de 4,9 antes do episódio.

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