A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou estável em 43%, segundo a nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O levantamento foi realizado a três semanas do primeiro turno das eleições deste ano, em meio aos recentes desgastes envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e à repercussão do chamado caso Lulinha.
O índice de aprovação é o mesmo registrado na pesquisa anterior, divulgada em 7 de setembro. Já a desaprovação ficou em 50%, também estável em relação ao levantamento anterior. O cenário mostra uma diferença de sete pontos percentuais entre os dois indicadores.
Na comparação com as pesquisas anteriores, a aprovação vem oscilando para baixo. Em agosto, era de 48%, enquanto em 2 de setembro havia chegado a 45%. A desaprovação, por sua vez, passou de 48% em 2 de setembro para os atuais 50%. Em abril, porém, o índice de desaprovação havia atingido um patamar ainda maior, de 52%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que significa que parte das oscilações entre os levantamentos está dentro do intervalo estatístico.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de setembro, com 2.004 eleitores. O nível de confiança é de 95%. Na Justiça Eleitoral, a pesquisa está registrada sob o protocolo BR-03607/2026. O estudo foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo.
A sondagem foi realizada em meio aos desdobramentos da crise no STF, que envolveu os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no contexto do caso Master. As tensões no tribunal também tiveram novos capítulos após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitar a derrubada do sigilo de materiais relacionados às investigações.
O cenário político também é marcado pela repercussão do caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A Polícia Federal investiga se ele teria usado sua influência para favorecer empresas em negócios envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos públicos.
As apurações tiveram origem nas relações de Lulinha com pessoas investigadas no esquema de fraudes contra o INSS. Ele não foi indiciado por participação nos desvios, e sua defesa nega qualquer irregularidade.