A produção de café na Bahia deve alcançar cerca de 4,7 milhões de sacas em 2026, alta de 5,95% em relação às 4,43 milhões de sacas registradas no ano anterior. A estimativa consta em estudo setorial sobre a cafeicultura elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
O crescimento deve ocorrer praticamente sem expansão da área destinada à cultura. A área em produção deve passar de 103,2 mil hectares, em 2025, para 103,5 mil hectares em 2026, aumento de apenas 0,3%. Com isso, o avanço da safra será impulsionado principalmente pelo ganho de produtividade, projetado em 5,63%, de 42,95 para 45,37 sacas por hectare.
A cafeicultura baiana reúne duas variedades com características distintas: conilon e arábica. Segundo as definições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o conilon está concentrado na região chamada Atlântico, que se estende do Litoral Sul à Costa do Descobrimento, marcada por baixa altitude, clima quente e influência litorânea. Já o arábica é produzido nas regiões do Planalto, que inclui a Chapada Diamantina e a área de Vitória da Conquista a Barra do Choça, e do Cerrado, no Oeste baiano.
Responsável por 75% da produção estadual, o café conilon deve alcançar 3,5 milhões de sacas em 2026, crescimento de 6,38%, com produtividade estimada em 72,61 sacas por hectare. No Planalto, a produção deve avançar 6,67%, acompanhada de um aumento de 9,72% na produtividade, mesmo com uma redução de 2,78% na área cultivada. No Cerrado, por outro lado, a expectativa é de leve retração da safra, de 1,89%.
O cenário também é positivo para a cafeicultura brasileira. De acordo com a estimativa do Etene, o país deve produzir 66,7 milhões de sacas em 2026, quase 18% acima da safra anterior. A área cultivada deve crescer 4,39%, enquanto a produtividade média nacional deve aumentar 13%, chegando a 34,38 sacas por hectare.