Bahia deve produzir 4,7 milhões de sacas de café em 2026, aponta estudo

Bahia deve produzir 4,7 milhões de sacas de café em 2026, aponta estudo

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Patricia Monteiro/Bloomberg

Publicado em 10/09/2026 às 15:15

A produção de café na Bahia deve alcançar cerca de 4,7 milhões de sacas em 2026, alta de 5,95% em relação às 4,43 milhões de sacas registradas no ano anterior. A estimativa consta em estudo setorial sobre a cafeicultura elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.

O crescimento deve ocorrer praticamente sem expansão da área destinada à cultura. A área em produção deve passar de 103,2 mil hectares, em 2025, para 103,5 mil hectares em 2026, aumento de apenas 0,3%. Com isso, o avanço da safra será impulsionado principalmente pelo ganho de produtividade, projetado em 5,63%, de 42,95 para 45,37 sacas por hectare.

A cafeicultura baiana reúne duas variedades com características distintas: conilon e arábica. Segundo as definições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o conilon está concentrado na região chamada Atlântico, que se estende do Litoral Sul à Costa do Descobrimento, marcada por baixa altitude, clima quente e influência litorânea. Já o arábica é produzido nas regiões do Planalto, que inclui a Chapada Diamantina e a área de Vitória da Conquista a Barra do Choça, e do Cerrado, no Oeste baiano.

Responsável por 75% da produção estadual, o café conilon deve alcançar 3,5 milhões de sacas em 2026, crescimento de 6,38%, com produtividade estimada em 72,61 sacas por hectare. No Planalto, a produção deve avançar 6,67%, acompanhada de um aumento de 9,72% na produtividade, mesmo com uma redução de 2,78% na área cultivada. No Cerrado, por outro lado, a expectativa é de leve retração da safra, de 1,89%.

O cenário também é positivo para a cafeicultura brasileira. De acordo com a estimativa do Etene, o país deve produzir 66,7 milhões de sacas em 2026, quase 18% acima da safra anterior. A área cultivada deve crescer 4,39%, enquanto a produtividade média nacional deve aumentar 13%, chegando a 34,38 sacas por hectare.

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