Marina Sena, uma das maiores artistas pop em atividade no país, vai contar com um pouco do molho baiano no palco da sua próxima apresentação. A DJ baiana Libre Ana vai abrir o show da cantora mineira neste sábado (29), no Espaço Unimed, em São Paulo, num dos palcos mais expressivos de sua carreira até aqui. Com ingressos esgotados, a apresentação reunirá cerca de 8 mil pessoas, o maior público que a DJ já terá fora do estado.
Não é a primeira vez que as duas artistas dividem cartaz. Libre Ana já abriu para Marina Sena em outras três ocasiões: na turnê “Vício Inerente”, na Concha Acústica, em Salvador; na turnê “Coisas Naturais”, no MAM; e no Marinada, festival realizado no início deste ano. Mas o show em São Paulo marca um salto de escala, ao levar seu trabalho para fora do circuito baiano e para um dos maiores espaços de shows do país.
Confira:
Ver essa foto no Instagram
“É o reconhecimento de que meu trabalho é bom e combina com a artista e seu público. Além disso, é bom lembrar que tem muitos artistas da Bahia que saem daqui e fazem sucesso, mas ainda são poucos os DJs que fazem isso”, afirma, em entrevista ao Alô Alô Bahia. “Tem alguns nomes, como Telefunksoul, mas ainda precisa de mais. Estou correndo atrás para conseguir ser uma mulher baiana a conseguir chegar nesses espaços pra apresentar nosso axé fora da Bahia”, completa.
DJ residente do Expresso 2222 e com presença na Casa Cor deste ano, Libre Ana, que nasceu em Ilhéus e há quase 5 faz parte da cena noturna de Salvador, define seu estilo como “Música Popular Rebolativa”, um repertório que mistura referências da música brasileira em sets pensados para dançar. Segundo ela, essa identidade sonora tem tudo a ver com a proposta pop de Marina Sena.
“Minha relação com o som da Marina é algo que super orna. Ela é uma artista pop e meu set é super pop, tem muitas referências do que eu chamo de Música Popular Rebolativa, que é como eu defino o que faço. Pego referências de ritmos brasileiros, como pop, funk, pagodão, entre tantos outros, pra fazer um set divertido e rebolativo pras pessoas se divertirem e cantarem. Pego uma Rita Lee, referência do rock, e coloco numa batida de arrocha. Tem tudo a ver com a proposta da Marina”, explica.
Para Libre Ana, o convite também representa a conquista de um espaço historicamente difícil de alcançar: o de DJ mulher e baiana em grandes palcos fora do estado.
“Eu rodo festivais de música, sou uma grande consumidora de festivais e é um espaço que eu pessoalmente tenho lutado pra conquistar. Invisto em minha marca, em minha identidade, em cursos de produção musical. Tenho tentado melhorar meu repertório justamente pra conquistar um espaço fora da cena de Salvador, o que é um grande desafio. Estou muito feliz por essa oportunidade pra mostrar o tempero baiano”, defende.