Exposição da 36ª Bienal de São Paulo chega a Salvador; entrada é gratuita em dois dias

Exposição da 36ª Bienal de São Paulo chega a Salvador; entrada é gratuita em dois dias

Redação Alô Alô Bahia

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Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

Publicado em 27/08/2026 às 13:52

Salvador recebe, a partir de 5 de setembro, uma exposição com obras da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática. A mostra será realizada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico, e poderá ser visitada até 29 de novembro.

Com curadoria de Keyna Eleison e Thiago de Paula Souza, a exposição reúne trabalhos de 14 artistas brasileiros e internacionais, com obras que dialogam com manifestações culturais afro-brasileiras e afro-diaspóricas, além de temas como memória, corpo, vulnerabilidade e questões sociais contemporâneas.

Entre os artistas selecionados estão Alberto Pitta, Antonio Társis, Berenice Olmedo, Christopher Cozier, Korakrit Arunanondchai, Leo Asemota, Manauara Clandestina, Márcia Falcão, Marlene Almeida, Ming Smith, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Sharon Hayes e Théodore Diouf.

Artistas com ligação com Salvador

A escolha do MUNCAB como sede da mostra estabelece uma relação com a produção artística e cultural da capital baiana. Entre os artistas presentes estão Antonio Társis, nascido no Arraial do Retiro, e Alberto Pitta, que apresenta tecidos serigrafados com referências à cultura negra, festas, experiências cotidianas e repertórios afro-diaspóricos.

Também participa Nádia Taquary, nascida e sediada em Salvador. Ela apresenta Irókó: A árvore cósmica (2025), instalação produzida com miçangas e algodão e inspirada na primeira árvore sagrada da cosmologia iorubá.

A obra foi comissionada para a 36ª Bienal e, agora, retorna à cidade onde foi produzida.

Mais de 50 fotografias

A exposição também conta com trabalhos de artistas internacionais. Entre os destaques está Ming Smith, primeira fotógrafa negra a ter obras adquiridas pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

No MUNCAB, serão apresentadas mais de 50 fotografias da artista, produzidas em diferentes momentos da diáspora negra, com registros do Harlem, nos Estados Unidos, e da África. A seleção inclui imagens das séries Invisible Man e Jazz, esta última com registros de nomes como Pharoah Sanders, Sun Ra e Billy Higgins.

Também estão na mostra obras de Myrlande Constant, que revisitam a tradição dos drapo vodou, estandartes da cultura haitiana; Berenice Olmedo, com a instalação Pnoê (2025); e Théodore Diouf, com pinturas e gravuras relacionadas à abstração geométrica africana.

Terceira vez em Salvador

Esta é a terceira vez que Salvador recebe o programa de mostras itinerantes da Bienal de São Paulo. A iniciativa passou pela cidade em 2011, durante a 29ª edição, e em 2024, com a 35ª Bienal. Nas duas ocasiões, as exposições foram realizadas no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

Esta será, porém, a primeira vez que o programa será realizado no MUNCAB, museu dedicado à preservação e valorização da cultura e da história afro-brasileira.

Além da exposição, o projeto terá ações educativas, incluindo formação para equipes locais, encontros, acompanhamento pedagógico, visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades destinadas a estudantes.

Serviço

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Local: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)
Endereço: Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico, Salvador
Visitação: 5 de setembro a 29 de novembro de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 17h
Acesso ao museu: até 16h30

Ingressos:

  • Inteira: R$ 20
  • Meia-entrada: R$ 10
  • Entrada gratuita às quartas-feiras e domingos

O título da 36ª Bienal de São Paulo é inspirado em versos da escritora Conceição Evaristo, a partir do poema Da calma e do silêncio.

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