Cuca pareceu surpreso e desconfortável ao ser questionado sobre a ausência de Neymar na derrota do Santos por 3 a 0 para o Palmeiras, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. A avaliação foi feita pelos comentaristas do UOL News Esporte, do Canal UOL, após o atacante publicar que estava 100% e que a decisão de não atuar havia partido da comissão técnica.
Neymar não viajou com o elenco para a partida disputada no Nubank Parque. Após o clássico, Cuca justificou a ausência com o argumento de que o jogador passava por um “controle de carga”.
Para Walter Casagrande, porém, a resposta do treinador indicou uma falta de alinhamento e transparência na comunicação do clube sobre a situação do atacante.
“Não tem transparência. Toda essa discussão aí de ‘não, foi a comissão técnica, eu tava 100%, eu queria jogar, a comissão técnica que decidiu’… na minha opinião, pelo que eu achei, o Cuca foi pego de surpresa com a pergunta.”
Casagrande afirmou que a situação poderia ter sido explicada de maneira mais direta pela comissão técnica, sem abrir espaço para versões diferentes sobre quem tomou a decisão de deixar Neymar fora do jogo.
Julio Gomes também avaliou que Cuca demonstrou desconforto ao falar sobre o assunto e destacou uma contradição no discurso do Santos. Segundo o comentarista, Neymar é tratado como um jogador fundamental para o elenco, mas não foi relacionado sequer para ficar no banco de reservas contra o Palmeiras.
“O Cuca tá naquele modo deprê”, resumiu Julio Gomes.
O colunista afirmou que a decisão de preservar Neymar pode ter justificativa diante do calendário, do desgaste físico e das características da temporada, mas avaliou que o episódio expõe um problema maior de comando no clube. Para ele, a situação deixa o torcedor sem clareza sobre quem toma as principais decisões relacionadas ao camisa 10.
“O grande absurdo da situação é que no seu clube não há quem mande, não há liderança. Não se sabe quem é que manda no Santos, quem é que toma as decisões, quem é que decide se o Neymar joga ou se não joga.”
Arnaldo Ribeiro, por sua vez, disse que a discussão ultrapassa a questão da preservação física do jogador. Para o comentarista, o ponto mais difícil de explicar é a ausência de Neymar não apenas do campo, mas também da delegação e do banco de reservas.
Ele reconheceu que fatores como competições simultâneas, gramado sintético, desgaste e a idade do atleta poderiam justificar uma eventual decisão de poupá-lo. No entanto, destacou que Neymar não está lesionado.
“Ele não estar presente é o que me pega. Ele não estar no banco, ele não estar junto, ele não viajar junto… Isso, para mim, é incompatível e desarma qualquer argumento.”