Morre, aos 46 anos, ex-apresentadora do Globo Esporte que deixou carreira na TV para atuar na causa autista

Morre, aos 46 anos, ex-apresentadora do Globo Esporte que deixou carreira na TV para atuar na causa autista

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Heider Sacramento

Reprodução/TV Globo

Publicado em 27/08/2026 às 09:53

A jornalista Thalita Tavares Caturelli Passoni, conhecida por sua atuação à frente do Globo Esporte no Tocantins, morreu aos 46 anos, na noite de terça-feira (25). A comunicadora enfrentava um câncer havia cerca de um ano e vivia atualmente com a família em Santa Catarina. Ela deixa o marido e um filho de 10 anos.

A morte foi confirmada pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, instituição fundada por Thalita e batizada em homenagem ao filho. Segundo o comunicado, a jornalista pediu que não fosse realizado um velório aberto.

Natural do interior de São Paulo, Thalita construiu uma carreira de destaque no jornalismo esportivo do Tocantins. A partir de 2007, passou a trabalhar na TV Anhanguera, afiliada da Globo no estado, onde permaneceu por seis anos.

Durante o período na emissora, atuou na edição e apresentação do Globo Esporte, além de trabalhar como comentarista na rádio CBN.

Em 2013, Thalita deixou a televisão e mudou de estado para acompanhar compromissos familiares. Nos anos seguintes, passou a dedicar parte da trajetória profissional às iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à inclusão de pessoas no espectro autista.

Ao lado de outros profissionais, a jornalista ajudou a fundar o Espaço Junior, centro especializado em atendimento a pessoas com autismo. O nome da instituição faz referência ao próprio filho de Thalita.

Em nota publicada após a morte, a equipe destacou a importância da jornalista para a criação do espaço e relembrou a forma como ela enfrentou o tratamento contra o câncer. “Quem conviveu com ela sabe da força que ela era. Uma mulher de energia rara, que não passava despercebida em lugar nenhum”, afirmou a instituição.

Segundo o comunicado, Thalita enfrentou a doença com bom humor e leveza durante o último ano.

A equipe também agradeceu pelas mensagens e orações recebidas durante o período de tratamento e lamentou a perda da profissional, que deixou sua marca tanto no jornalismo esportivo quanto na luta pela inclusão de pessoas com autismo.

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