Bilionário paga R$ 207 milhões por Ferrari elétrica ridicularizada por fãs

Bilionário paga R$ 207 milhões por Ferrari elétrica ridicularizada por fãs

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 20/08/2026 às 14:51

A primeira Ferrari totalmente elétrica, a Luce, alcançou um preço recorde em um leilão realizado durante a Monterey Car Week, na Califórnia, nos Estados Unidos. O modelo feito sob medida foi arrematado no último sábado (15/8) por US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 207 milhões, pelo optometrista e bilionário filantropo Herbert Wertheim.

A compra superou em milhões de dólares o valor estimado para o veículo e teve uma finalidade diferente do uso cotidiano. “Não será o meu carro pessoal para ir ao Publix comprar bananas”, disse Wertheim, conhecido como Herbie entre os amigos, ao “Wall Street Journal”. Segundo ele, a principal motivação para adquirir a Ferrari foi a destinação beneficente da venda. A receita recorde será enviada à Ferrari Foundation para apoiar programas educacionais, e o bilionário também pretende emprestar o carro a organizações que deseja apoiar, permitindo que utilizem o veículo para arrecadar recursos.

Wertheim, de 87 anos, afirmou que o projeto faz parte de seu objetivo de distribuir a própria fortuna, estimada entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões, ou entre R$ 26 bilhões e R$ 36 bilhões. “É difícil doar bilhões de dólares”, declarou ao jornal americano. Conhecido por apoiar diversas organizações beneficentes, o bilionário também chama atenção por gastos elevados e pelo chapéu vermelho que costuma usar em público. Há seis meses, ele comprou uma mansão na Flórida por US$ 65 milhões, cerca de R$ 337 milhões.

O interesse de Wertheim contrasta com a reação negativa de parte dos fãs da Ferrari ao lançamento da Luce. Apresentado em maio, o primeiro modelo totalmente elétrico da fabricante italiana recebeu críticas por seu design minimalista e pelo teto de vidro. O projeto, assinado em parte por Jony Ive, ex-designer da Apple, foi classificado por críticos, puristas e ex-dirigentes como “genérico” e comparado a um “celular” ou a um crossover, por não apresentar a agressividade tradicional dos carros produzidos em Maranello. A repercussão provocou uma queda momentânea nas ações da empresa, e a direção da Ferrari admitiu que a rejeição ao modelo foi maior do que esperava.

Optometrista e médico por formação, Wertheim fundou a Brain Power, empresa sediada em Miami e voltada ao desenvolvimento de tecnologia para o setor de óculos. Ele também construiu uma trajetória como investidor e afirmou que suas ações registraram valorização de 40% neste ano.

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