Gabriela Cruz homenageia Santa Dulce dos Pobres em exposição em Salvador

Gabriela Cruz homenageia Santa Dulce dos Pobres em exposição em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Divulgação

Publicado em 19/08/2026 às 11:17

A jornalista e ilustradora baiana Gabriela Cruz transformou uma memória familiar em uma homenagem a Santa Dulce dos Pobres na exposição coletiva “13 Gestos de Santa Dulce”, em Salvador. Representada pelo Barro Vermelho Atelier e Galeria de Arte, a artista apresenta uma obra inspirada na relação de sua família com a religiosa baiana.

A abertura da exposição acontece nesta quinta-feira (20), das 19h às 21h, no Rio Vermelho, em Salvador. A mostra reúne diferentes olhares sobre a trajetória e o legado de Santa Dulce dos Pobres, uma das figuras mais importantes da história social e religiosa da Bahia.

Para a exposição, Gabriela criou uma ilustração de 60 por 80 centímetros, inspirada em uma fotografia conhecida de Santa Dulce. Na imagem que serviu de referência, a religiosa aparece abraçando um menino, em uma cena que representa o acolhimento associado à sua atuação.

Na obra da ilustradora, parte de uma oração de Santa Dulce aparece manuscrita ao longo dos contornos das figuras. O fundo vermelho é preenchido por estrelas e raios luminosos, criando uma composição marcada por cores vibrantes e forte impacto visual.

“Eu queria trazer cor e energia para a imagem sem perder o respeito pela figura de Santa Dulce e pela verdade daquele momento. Mais do que reproduzir uma fotografia, quis preservar o acolhimento presente naquele abraço”, explica a artista.

Homenagem a Santa Dulce tem ligação com história da família

A participação de Gabriela Cruz na exposição também resgata uma história que faz parte da memória de sua família. Sua avó, Faustina, conhecida como Duduca, e sua tia Naide saíram de Nazaré das Farinhas e viveram na Cidade Baixa, em Salvador, região próxima às Obras Sociais Irmã Dulce.

As duas acompanharam de perto o trabalho desenvolvido pela religiosa e contribuíam com as ações sociais por meio de doações. A relação familiar com a obra de Santa Dulce fez com que a participação na exposição ganhasse um significado ainda mais pessoal para Gabriela.

“Santa Dulce sempre fez parte da história da minha família. Outro dia, relembrando aquela época, minha tia disse: ‘Meu Deus, eu conheci uma santa’. Eu não cheguei a conhecê-la, embora ela ainda estivesse viva quando nasci, mas cresci ouvindo sobre sua perseverança e sobre a dimensão do trabalho que realizava em Salvador”, conta.

Para a ilustradora, transformar essas lembranças em arte também representa uma maneira de aproximar a história familiar de sua própria trajetória profissional.

“Participar desta exposição aproxima essas memórias da minha trajetória como artista”, afirma Gabriela.

A exposição “13 Gestos de Santa Dulce” reforça, por meio da arte, a presença de Santa Dulce dos Pobres na memória cultural e afetiva de Salvador e apresenta diferentes interpretações sobre a religiosa que dedicou a vida ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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