Salvador recebe, neste fim de semana, a 4ª edição do Festival Baiano de Cafés. O evento acontece nos dias 15 e 16 de agosto, no Trapiche Barnabé, e já chega com números recordes. O sábado (15) está com os ingressos esgotados e a edição de 2026 já vendeu, pelo Sympla, o dobro do público registrado no ano passado. Para o domingo (16), o terceiro lote está disponível por R$ 55, com os últimos ingressos antecipados. Também haverá venda na porta, nos dois dias, por R$ 70, sujeita à lotação do espaço.
Promovido pela Xodó Cafés Especiais e pela Rede Amo, o festival se consolida como uma das principais vitrines dos cafés de qualidade produzidos na Bahia. Entre as novidades deste ano está o Espaço de Torra ao Vivo, realizado em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Kaleido, que permitirá ao público acompanhar de perto a transformação do grão verde em café torrado.
A experiência será conduzida por nano e microtorrefadores e pretende aproximar os consumidores de uma das etapas da cadeia dos cafés especiais. “O que diferencia basicamente o café especial do tradicional é a qualidade da matéria-prima e isso repercute no sabor que o café vai ter”, explica a especialista Isabela Raposeiras, fundadora do CoffeeLab e uma das palestrantes do evento.
O protagonismo feminino também é um dos destaques da programação, em sintonia com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela ONU para 2026. O festival reúne mulheres que atuam em diferentes áreas da cadeia do café, da produção rural à torra, pesquisa, gastronomia e cultura.

Entre os nomes confirmados estão Ana Cristina, produtora da Fazenda Ouro Verde, em Barra do Choça; Isabela Raposeiras; a pesquisadora Maria Midlej Bastos; a jornalista Kelly Stein; a barista e bartender Mari Mesquita; e Ju Morgado, campeã brasileira de Brewers Cup 2026.
Segundo Brenda Matos, especialista em Cafés de Qualidade e organizadora do festival, o reconhecimento é importante para dar visibilidade a um protagonismo que historicamente nem sempre aparece. “As mulheres sempre tiveram papel essencial na cadeia produtiva do café. Quando falamos em agricultura familiar, cultivo da lavoura e comunidade do café, elas estão imersas nesses processos desde sempre, mas muitas vezes de uma forma invisível para quem está observando de fora”, afirma.
A programação inclui ainda palestras, oficinas, degustações, harmonizações e rodas de conversa, além da participação de produtores, torrefadores, cafeterias e marcas da Bahia e de outros estados. A agenda também terá atrações musicais e experiências gastronômicas, reunindo café, cultura e economia criativa.
A proposta é mostrar ao público não apenas o produto final, mas também as pessoas, os territórios, os conhecimentos e o trabalho que existem por trás de cada xícara. “É um produto extremamente complexo”, resume Isabela Raposeiras.
A programação completa pode ser conferida no Instagram do festival: @festivalbaianodecafes.