Uma das celebrações religiosas mais antigas e contínuas do Brasil pode ganhar um novo status em breve. Um projeto propõe transformar a tradicional Trezena de Santo Antônio Além do Carmo em Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, garantindo a proteção da festa que movimenta o bairro durante os 13 dias que antecedem o 13 de junho.
A ideia partiu do vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) com o objetivo de proteger as manifestações culturais e comunitárias que marcam a data.
Se a proposta for aprovada, a prefeitura terá a missão de apoiar diretamente as festas, registrar a memória dessa tradição e incentivar ainda mais o turismo religioso na região do Centro Histórico.
A relação do bairro com a celebração vem de longe, desde o final do século XVI, época em que a primeira capela em homenagem ao santo foi erguida no local.
Para justificar o reconhecimento, o projeto destaca que a Trezena ajuda a manter viva a identidade baiana há mais de quatro séculos, unindo fé, sincretismo e convivência social.
De quebra, o evento anual aquece a economia local e garante que os saberes populares continuem sendo repassados de geração em geração.