Salvador tem o 4º menor tempo de deslocamento entre as maiores metrópoles do Brasil, aponta estudo

Salvador tem o 4º menor tempo de deslocamento entre as maiores metrópoles do Brasil, aponta estudo

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Jefferson Peixoto/Secom PMS

Publicado em 30/07/2026 às 11:05 / Leia em 3 minutos

Os moradores da Região Metropolitana de Salvador gastam, em média, 48,24 minutos por deslocamento, o quarto menor tempo entre as 21 maiores regiões metropolitanas do país, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades. Caso os investimentos previstos sejam executados, a estimativa é que esse tempo caia para 45,54 minutos até 2054.

No ranking, Salvador fica atrás apenas de Maceió (34,36 minutos), Baixada Santista (43,06) e Natal (46,18). Na outra ponta, os maiores tempos médios de deslocamento são registrados em São Luís (105,5 minutos), Grande Vitória (90,18), Recife (82,42) e Fortaleza (80,48). A média das regiões metropolitanas analisadas é de 62,42 minutos, com meta de redução para 56,06 minutos nas próximas três décadas.

Para atingir esse objetivo, o Brasil precisará investir mais de R$ 400 bilhões na expansão da infraestrutura de transporte público. O ENMU reúne 187 projetos de implantação, ampliação e modernização de sistemas como metrôs, trens urbanos, VLTs, BRTs e corredores de ônibus em 19 capitais, além de Campinas e da Baixada Santista.

O estudo destaca, no entanto, que as obras precisam ser acompanhadas por planejamento de longo prazo, melhoria da gestão dos sistemas e mecanismos permanentes de financiamento para garantir a operação do transporte público.

“A primeira coisa é ter projeto. A segunda coisa é ter dinheiro. Porque uma parte desses projetos, como o transporte urbano normalmente é uma atividade em que a tarifa não remunera 100% do serviço, você precisa de aporte público. E o terceiro desafio é político, porque normalmente esses são projetos de Estado. Um governo começa e outro termina. Eles atravessam mandatos”, destaca o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, em entrevista ao jornal O Globo.

Segundo ele, também será necessário aperfeiçoar a governança do transporte metropolitano para aumentar a segurança jurídica e atrair investimentos privados. “Para o setor privado, tem que haver estabilidade e previsibilidade de receita. Ter uma autoridade que distribua essa receita diminui a incerteza e torna o investimento mais atrativo”, reforça.

Além da ampliação da oferta de transporte coletivo, o levantamento propõe integrar os diferentes modais, fortalecer a governança e criar mecanismos capazes de viabilizar novos investimentos, com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a mobilidade urbana nas principais regiões metropolitanas do país.

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