Rita Batista tem celebrado os rumos que sua carreira tem tomado desde que estreou em sua primeira novela. No ar como a personagem Ladisa, em A Nobreza do Amor, a jornalista baiana, de 47 anos, conta que tem se surpreendido com cada detalhe nos últimos meses.
“Eu não escolhi A Nobreza do Amor, não. A Nobreza do Amor que me escolheu. Pedi para fazer um teste na teledramaturgia, fui lá, bati na porta e, de repente, estava escalada com personagem, com história, com tudo”, disse ela à Quem.

Chinua (Hilton Cobra), Akin (André Luiz Miranda) e Ladisa (Rita Batista) — Foto: Estevam Avellar/TV Globo
“Migrei para a teledramaturgia e, graças a Deus, foi com esse papel, que tem muito a ver com as mulheres, principalmente as mulheres brasileiras, essas que transformam lutos dos mais variados, não só da perda dos seus maridos. Que estão na base da pirâmide social do Brasil, que estão lutando pela ascensão, que quando se movimentam, movimentam toda a estrutura”, conta.
Rita afirma que ficou surpresa com a repercussão do trabalho, destacando o carinho e a paciência do público ao vê-la atuando em uma nova área.
“A recepção do público, para mim, é de verdade uma surpresa, é um carinho enorme. As pessoas com muita paciência, com muito cuidado, me vendo nesse novo lugar, que não é na apresentação, não é no jornalismo, não é no entretenimento, não é olhando diretamente para a câmera, mas sim interagindo com os outros atores e contando uma história de uma outra maneira”, diz.

Antes da novela, Rita construiu uma carreira de mais de duas décadas no jornalismo, com passagens por programas como É de Casa, Encontro, Bom Dia Bahia e Muito+. Em A Nobreza do Amor, sua personagem, Ladisa, integra a resistência contra o governo do vilão Jendal (Lázaro Ramos), após perder o marido em um protesto contra a tirania no reino fictício de Batanga.