O toque que quase ninguém viu transformou a Trionda da Adidas, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, em personagem do mata-mata. A tecnologia de sensores ficou no centro da polêmica depois que o gol croata contra Portugal foi anulado pelo VAR aos 90+13, na quinta-feira.
A bola usa a chamada Connected Ball Technology, sistema que envia dados em tempo real para a arbitragem de vídeo. O ponto central é um chip com sensor de movimento de 500 Hz, capaz de registrar contatos mínimos com a bola. A métrica Hz, nesse caso, indica quantas leituras por segundo o sensor faz.
No lance que eliminou a Croácia, o árbitro de vídeo usou esses dados para identificar um desvio quase imperceptível antes da finalização de Joško Gvardiol. A leitura mudou o momento considerado para traçar a linha de impedimento e colocou a jogada em posição irregular, mantendo a vitória de Portugal por 2 a 1.
A Fifa afirmou que o contato foi comprovado pela tecnologia da bola conectada, embora as imagens tradicionais da transmissão não deixassem o toque claro para boa parte do público. A controvérsia surgiu porque a decisão não se apoiou apenas no replay visual, mas também em um sinal eletrônico exibido como uma espécie de gráfico de batimento.
Após a polêmica, o influenciador argentino Jesús Elizondo fez uma demonstração para explicar a tecnologia utilizada no lance que gerou tanta reação. No vídeo, ele toca levemente na bola e mostra que o sensor já registra uma variação. A tecnologia não “apita” sozinha, mas entrega ao VAR uma informação que o olho humano pode não perceber — e, no caso de Croácia x Portugal, essa diferença bastou para mudar o rumo da Copa.
La precisión del chip del balón Trionda de Adidas que se usa en el #Mundial2026 y anuló el gol de a Croacia a los 90’+13 ante Portugal.
Vía Jesús Elizondo.
Es total y no falla, hasta ahora pic.twitter.com/B1VLBmpJGY— Cesar Augusto Londoño (@cesaralo) July 3, 2026