Salvador sedia 1ª edição do Festival Nacional de Música de Terreiro a partir desta quarta (1º); veja a programação

Salvador sedia 1ª edição do Festival Nacional de Música de Terreiro a partir desta quarta (1º); veja a programação

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Fernando Antonio/Ingrid Veloso

Publicado em 01/07/2026 às 09:57 / Leia em 3 minutos

A capital baiana se torna o palco principal da valorização das tradições de matriz africana a partir desta quarta-feira (1º) com a abertura do NZO OLORIN – Festival Nacional de Música de Terreiro.

Em sua primeira edição, o evento ocupa o Centro Histórico de Salvador, incluindo o Pelourinho, com uma ampla programação gratuita que se estende até a sexta-feira (3). A expectativa da organização é reunir cerca de 5 mil pessoas ao longo dos três dias de atividades, que incluem apresentações musicais, painéis e oficinas.

Promovido pelo Ministério da Igualdade Racial em parceria com o Governo da Bahia, através da Secult e SEPROMI, o festival tem sua abertura oficial marcada para às 16h30 de hoje com um cortejo do Grupo Alafin Oyó.

Logo em seguida, às 17h30, o Largo Quincas Berro D’Água sedia a cerimônia institucional, que tem a presença aguardada da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros. A primeira noite de shows fica por conta de Pai Alfredo (RS), Grupo Coletivo Cultural Bariri (MA) e Pradarrum – Ogan Gabi Guedes (BA).

Além dos palcos, o festival promove um mergulho no conhecimento ancestral. A Escola de Dança da FUNCEB e a Casa da Igualdade Racial recebem oficinas de ritmos tradicionais, percussão, saúde da população negra e turismo de base comunitária, além de debates sobre autonomia econômica, direitos, juventude e preservação do patrimônio cultural.

Alinhado à Política Nacional de Terreiros, o acesso aos painéis e oficinas é gratuito, mas exige inscrição prévia pela plataforma Sympla.

Na quinta-feira (2), a programação matutina se integra aos festejos da Independência da Bahia. A organização convida o público a acompanhar o tradicional Cortejo do 2 de Julho, momento em que uma carta assinada por Ogãs de Salvador será entregue para firmar um pacto contra o feminicídio.

Mais tarde, a arte volta a tomar conta do Largo Quincas Berro D’Água com um verdadeiro encontro nacional de cultura afro-brasileira, reunindo representantes do Amapá, Distrito Federal, São Paulo, Ceará e Paraíba, além das atrações locais Som da Negrada, Mesa de Ogans e Orquestra Afro Gongombira.

O encerramento do festival, na sexta-feira (3), reserva a tarde para as últimas rodadas de oficinas e painéis. A partir das 18h, a Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba sedia os shows finais do NZO OLORIN, recebendo os grupos Treme Terra (RJ), Bumbo Paulista (SP), Ilù Batá (RS), Projeto Alujá (RS), Tambor de Aruanda (PA) e os baianos do Grupo Ofá e Grupo Omo Obá.

Mais detalhes sobre o cronograma podem ser conferidos no Instagram oficial do Ministério da Igualdade Racial (@ministerioigualdaderacial).

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia