Matheus Cunha provocou o Japão após a vitória do Brasil por 2 a 1, nesta segunda-feira, em Houston, pela fase de 32 da Copa do Mundo. O atacante do Manchester United abriu a mão em direção aos japoneses e mostrou os cinco títulos mundiais da Seleção depois de uma semana marcada por declarações confiantes do lado japonês.
Antes do jogo, Kento Shiogai, reserva da seleção japonesa, gerou polêmica ao dizer que o Brasil “já foi uma potência” e que só via França e Argentina como seleções fortes no momento. A frase circulou entre torcedores brasileiros e aumentou o tom de provocação antes do confronto eliminatório.
O técnico Hajime Moriyasu adotou um discurso mais respeitoso, mas também reforçou a confiança japonesa. Na véspera da partida, ele disse que o Japão queria desafiar o pentacampeão e lembrou a vitória por 3 a 2 sobre o Brasil em amistoso disputado no ano anterior, em Tóquio.
A resposta em campo veio com sofrimento. O Japão saiu na frente com Kaishu Sano, pressionou alto e levou vantagem até o intervalo. No segundo tempo, Casemiro empatou, e Gabriel Martinelli marcou aos 50 minutos para confirmar a virada brasileira e evitar a prorrogação.
Depois do apito final, Cunha transformou a classificação em recado. O gesto com a mão aberta retomou a história da Seleção em Copas, com conquistas em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, e funcionou como resposta direta ao clima criado antes da partida.
Com a vitória, o Brasil avançou às oitavas de final e espera o vencedor de Costa do Marfim x Noruega. A provocação ganhou repercussão porque juntou a fala de Shiogai, a confiança japonesa e a reação brasileira em um mata-mata decidido apenas nos acréscimos.