Bolsa despenca mais de 2% e dólar volta a fechar acima de R$ 5

Bolsa despenca mais de 2% e dólar volta a fechar acima de R$ 5

Redação Alô Alô Bahia

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Da Redação, Agência Brasil

Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 03/06/2026 às 20:18 / Leia em 2 minutos

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta quarta-feira (3). Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, investidores buscaram ativos considerados mais seguros, pressionando a bolsa e o câmbio.

O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 2,22% e encerrou o pregão aos 170.330 pontos, registrando a maior queda diária desde o início de maio. Já o dólar comercial avançou 1,14%, fechando cotado a R$ 5,067, acima da marca de R$ 5 pela primeira vez desde abril.

A perda interrompeu a recuperação observada na sessão anterior e levou a bolsa brasileira ao menor nível desde janeiro. No acumulado da semana, o índice já recua 1,99%, embora ainda mantenha valorização de 5,71% em 2026.

O movimento acompanhou o clima de cautela nos mercados internacionais. As bolsas dos Estados Unidos recuaram após o agravamento das tensões envolvendo Washington e Teerã, enquanto investidores também passaram a monitorar possíveis impactos de novas medidas tarifárias anunciadas pelo governo americano.

No câmbio, a procura global por dólares fortaleceu a moeda americana. Durante a tarde, a cotação chegou a superar R$ 5,09 antes de encerrar o dia em R$ 5,067. Entre as moedas de países emergentes, o real esteve entre as mais pressionadas, refletindo a saída de recursos da bolsa brasileira e o aumento da aversão ao risco.

Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar ainda acumula desvalorização de 7,69% frente ao real ao longo de 2026.

O mercado também acompanhou a escalada dos preços do petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,89%, para US$ 97,81, enquanto o WTI avançou 2,4%, para US$ 96,02. A valorização foi impulsionada pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã e pelos riscos de interrupção no fornecimento de petróleo em uma das regiões mais estratégicas para o comércio global de energia.

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