Desembargadora rebate críticas após relato de racismo estrutural e reforça reflexão: ‘preconceito nem sempre grita; às vezes, ele apenas parece normal’

Desembargadora rebate críticas após relato de racismo estrutural e reforça reflexão: ‘preconceito nem sempre grita; às vezes, ele apenas parece normal’

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Instagram

Publicado em 22/05/2026 às 22:27 / Leia em 2 minutos

A desembargadora Adenir Carruesco, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, publicou um novo vídeo, nesta sexta-feira (22), para rebater críticas recebidas após relatar um episódio de racismo estrutural em um supermercado.

Na nova publicação, a magistrada esclarece que sua reflexão inicial não se refere a uma situação individual ou a uma pessoa específica, mas a um padrão social amplo, relacionado ao racismo estrutural que continua associando pessoas negras a funções subalternas e limita sua presença em espaços de poder e decisão.

“O vídeo nunca foi sobre uma pessoa específica. E também nunca foi sobre desmerecer qualquer profissão — todo trabalho é digno. A reflexão proposta é sobre racismo estrutural: os padrões automáticos que aprendemos a considerar “normais” e que associam corpos negros a determinados lugares, mas raramente a espaços de direção, poder e decisão. Não é sobre intenção. É sobre estrutura. Sobre o quanto certos vieses estão tão enraizados que passam despercebidos. Reconhecer isso não é vitimismo. É consciência. Porque o preconceito nem sempre grita. Às vezes, ele apenas parece normal”, escreveu na legenda da publicação.

Veja vídeo:

No último domingo (17), Adenir Carruesco afirmou ter sido vítima de racismo estrutural durante uma ida a um supermercado em Cuiabá, no Mato Grosso. Segundo a magistrada, ela fazia compras após uma caminhada matinal quando foi abordada de forma insistente por uma cliente, que a confundiu com funcionária do estabelecimento e passou a pedir informações sobre produtos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relatou o episódio e destacou que a situação reflete uma lógica social ainda marcada por estereótipos raciais, especialmente em relação a mulheres negras em espaços de trabalho.

O relato ganhou grande repercussão nas redes sociais e gerou ampla discussão entre internautas.

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