Eclipse solar mais longo em 157 anos escurecerá regiões da Europa e da África

Eclipse solar mais longo em 157 anos escurecerá regiões da Europa e da África

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 20/05/2026 às 08:49 / Leia em 3 minutos

O eclipse solar que ocorre no dia 2 de agosto do ano de 2027 será o mais longo em um período de 157 anos. Como explicam os especialistas, a lua vai bloquear totalmente a luz do sol em algumas regiões do planeta por aproximadamente 6 minutos. De acordo com especialistas, um eclipse solar normalmente tem uma duração de 3 a 4 minutos.

Os especialistas ressaltaram, ainda, que o fenômeno não poderá ser visto no Brasil. O melhor lugar para observar o eclipse será a Arábia Saudita, mas também será possível acompanhá-lo por regiões da Europa e da África.

O astrônomo e diretor do Observatório do Valongo da UFRJ Thiago Gonçalves explicou, em conversa com a CNN, que o diferencial desse evento é que a lua vai estar praticamente no perigeu, momento da órbita em que ela está mais próxima da Terra. O astrônomo do Urânia Planetário Roberto Perez reforça que em outros eclipses a lua geralmente está mais distante e por este motivo a duração acaba sendo menor.

Segundo o diretor do Observatório do Valongo, um eclipse solar de maior duração ocorreu no ano de 2009 sob o Oceano Pacífico. O fenômeno que ocorre em 2027 inicia o seu trajeto no Oceano Atlântico. Pelo cálculo astronômico, só ocorrerá outro evento de mesma origem em aproximadamente 157 anos.

A comunidade científica alerta sobre o que pode acontecer quando vemos um eclipse de forma inadequada e como evitar lesões. Em um evento desse tipo, parte da poderosa luz do sol estará sempre visível e qualquer vislumbre do brilho a olho nu não é apenas desconfortável, mas muito perigoso.

O único momento em que é seguro ver a estrela sem proteção para os olhos é durante a totalidade do eclipse solar total ou nos breves momentos em que a lua bloqueia completamente a luz, de acordo com a NASA.

Olhar diretamente para o sol pode resultar em cegueira ou em uma visão prejudicada. Durante o eclipse solar total de 2017, um jovem foi diagnosticada com retinopatia solar, danos na retina causados pela exposição à radiação solar em dois olhos depois de ver o eclipse com o que os médicos acreditavam serem óculos que não atendiam aos padrões de segurança. Não há tratamento para a condição, que pode melhorar ou piorar, mas é uma condição permanente.

Para visualizar o eclipse anular, o público deve usar óculos certificados ou um visualizador solar portátil. De forma separada, a população pode observar o sol com um telescópio, binóculos ou câmera que possua um filtro solar especial na frente, equipamento que funciona da mesma forma que os óculos para eclipses.

Se não houver óculos certificados em mãos, os eventos também podem ser visualizados indiretamente com o uso de um projetor pinhole, como um furo feito em um cartão. O dispositivo funciona quando a pessoa fica de costas para o sol e segura o material, projetando uma imagem do sol crescente ou em forma de anel no solo ou em outras superfícies.

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