México implementará modelo parecido com o SUS a partir de 2027

México implementará modelo parecido com o SUS a partir de 2027

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 10/04/2026 às 16:58 / Leia em 3 minutos

Em janeiro de 2027, a população mexicana começará a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde. A primeira fase, que prevê o cadastramento dos usuários com mais de 85 anos de idade e um acompanhante ou cuidador, terá início na próxima segunda-feira (13) e término em 30 de abril.

Para o governo, um dos mecanismos prioritários do Serviço Universal de Saúde é a unificação de bases de dados dos pacientes das diferentes redes, o que permite a visualização de prontuários já cadastrados, evitando que os profissionais de saúde os tratem sem nenhuma informação. A ideia é disponibilizar um aplicativo digital que centralize, inclusive, resultados de exames laboratoriais. 

O serviço receberá investimentos que garantam remessas de medicamentos e amplo funcionamento de unidades de atendimento e salas de cirurgia. O governo tem como foco áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos, doenças do cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves, nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos.

Em 2028, o governo dará ênfase ao intercâmbio de serviços como o abastecimento de remédios, consultas com médicos especialistas e atenção primária para pacientes com doenças crônico-degenerativas, caso do Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.

Primeiro momento

Para o primeiro grupo de usuários, o documento de identificação atrelado ao sistema será entregue seis semanas depois do registro. Com emissões a cargo da Secretaria de Bem-Estar, o documento substituirá os expedidos pelas instituições que atuam na área da saúde no país, como o Instituto Seguridade Social Mexicana, o Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado e o Petróleos Mexicanos. Estas são organizações de seguridade social, que contam com verbas do governo, dos empregadores e dos funcionários e estrutura e equipe próprias.

Já os trabalhadores autônomos, sem carteira assinada, desempregados e pessoas fora do mercado de trabalho dependem da Secretaria de Saúde, de Serviços Estaduais de Saúde e do Programa IMSS-Oportunidades. Há, ainda, a parcela contemplada por planos de saúde privados.

O credenciamento será feito, nesse momento, em 24 dos 31 estados, número que deve ser ampliado. Ao todo, as equipes percorrerão 47 municípios, incluindo as 16 demarcações territoriais que compõem a Cidade do México, e a expectativa é atingir 2 milhões de pessoas em 2.059 módulos.

O governo mexicano informou a disponibilidade de 2 mil centros médicos, que considera o suficiente para vencer as demandas das capitais da primeira fase de implantação e as de outras localidades, futuramente. A pasta de Bem-Estar também ficou responsável por divulgar o calendário com os cadastros dos demais grupos populacionais.

 

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