Manter um relacionamento duradouro tem se tornado um desafio cada vez mais citado em discussões sobre vida a dois. A apresentadora Astrid Fontenelle, de 65 anos, e o produtor cultural Fausto Franco, de 50, seguem na contramão dessa percepção. Juntos há 16 anos, eles adotaram uma dinâmica pouco convencional para preservar o casamento.
Segundo Astrid, a relação não começou a partir de uma paixão imediata, mas foi construída ao longo do tempo. “Ah, o meu só dá certo porque, primeiro que foi fruto, não de uma paixão, mas de uma conquista. Ele quis muito me namorar. E foi num momento em que eu estava muito focada em ter o Gabriel”, afirma, ao mencionar o filho, atualmente com 17 anos.
Ela destaca que o comportamento do companheiro foi determinante para o desenvolvimento da relação. “Então, ele foi me conquistando com toda a paciência do mundo. O Fausto é muito paciente comigo. Ele é o meu oposto. Simétrico. Ainda bem, né? Porque a gente pensa diferente”.
Apesar das diferenças, a apresentadora ressalta que há alinhamento em aspectos fundamentais. “Mas a gente tem a mesma índole, o mesmo caráter. Pensa diferente em determinados assuntos, obviamente. Não é que eu sou casada com um bolsominion, não. A gente pensa diferente, a gente aprende muito um com o outro. Ele é um cara múltiplo. Eu sou mais fechada”.
Em janeiro de 2024, o casal decidiu renovar os votos antes de completar 15 anos de casamento. A cerimônia foi realizada à beira-mar, em Morro de São Paulo, na Bahia, após uma fase de ajustes na convivência.
Astrid contou que a tentativa de dividir a mesma casa não funcionou como esperado. “Cada um morava no seu canto. E a gente casou e continuou cada um morando no seu canto. Teve um momento que ele saiu daquele trabalho insano, que era com Chiclete com Banana, e veio morar comigo. Não deu certo. Porque realmente eu me estresso com a toalha que tá embolotada ali. Eu não vou me enxugar com aquela toalha, mas olha que loucura, né?”, relatou em entrevista à jornalista Joyce Pascowitch.
Ela explica que pequenas situações do cotidiano acabaram gerando desgaste. “Mas eu me incomodo que ele vai se enxugar com uma toalha molhada e eu não vou ficar levando a toalha pra secar e trazendo outra… Aí, a gente não deu certo. A gente quer que dê certo. Isso é tão pouco pra gente brigar. Porque o que eu vejo nos casais é muita irritação com essas pequenas coisas. Vamos tirar essas pequenas coisas da frente. Como a gente pode, financeiramente, estar cada um num lugar? O trabalho dele é melhor lá na Bahia, ele faz muito Bahia-Brasília. Aí ele vem pra cá (São Paulo) a cada dez dias, em média. Às vezes, é toda semana. Tá pra lá de bom, né? Porque a gente só se vê no filé mignon”.