Viajar para a Europa vai exigir mais tempo e planejamento a partir desta sexta-feira (10), com a entrada em vigor do novo sistema eletrônico de controle de fronteiras, o EES (Entry/Exit System). A mudança, que será adotada em aeroportos de 29 países, substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital com dados pessoais e biométricos, e deve impactar diretamente o tempo de espera na imigração.
Criado para reforçar a segurança no Espaço Schengen, o sistema passa a coletar informações como foto facial e impressões digitais de viajantes de fora do bloco, incluindo brasileiros. A novidade, no entanto, não se confunde com o ETIAS, espécie de “visto europeu” que segue previsto apenas para o fim de 2026.
Na prática, além do controle feito por agentes de imigração, o passageiro precisará realizar um cadastro prévio. Para quem tem passaporte biométrico, caso da maioria dos brasileiros, o processo será feito em totens de autoatendimento nos aeroportos. A expectativa é que, após o primeiro registro, não seja necessário repetir o procedimento em viagens futuras dentro de um período de até três anos (ou até o vencimento do passaporte).
A implementação gradual do EES começou em outubro de 2025 e já indicava possíveis gargalos: em aeroportos como Lisboa, foram registradas filas de até cinco horas, o que levou à suspensão temporária do sistema. Agora, com a adoção definitiva, a recomendação de companhias aéreas é reservar pelo menos duas horas extras para o processo de imigração, evitando conexões apertadas, especialmente nos primeiros meses.
Como alternativa para agilizar a entrada, a Comissão Europeia lançou o aplicativo Travel to Europe, disponível para Android e iOS. A ferramenta permite antecipar o cadastro em até 72 horas antes do embarque, gerando um QR Code que pode ser apresentado nos totens. Por enquanto, o app está em operação em aeroportos de Portugal e Suécia, com previsão de expansão para todo o bloco até o fim do ano.