O governo federal anunciou a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre cigarros como forma de compensar a perda de arrecadação gerada pela isenção de tributos sobre combustíveis, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio.
A alíquota do imposto sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%, o que deve elevar o preço mínimo da carteira de R$ 6,50 para R$ 7,50. A expectativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.
A medida busca equilibrar a decisão de zerar as alíquotas do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social sobre o querosene de aviação (QAV), o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.
Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que aumentos anteriores no imposto sobre cigarros não tiveram o efeito esperado na redução do consumo ou no aumento da arrecadação.
Além da alta no imposto, o governo também conta com o crescimento das receitas provenientes dos royalties do petróleo, impulsionados pela valorização internacional do barril, para compensar os custos das medidas, estimados em R$ 10 bilhões.