O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (2), em Salvador, mudanças no primeiro escalão do governo federal, durante agenda na capital baiana que incluiu visita às obras do VLT. Entre os nomes confirmados, dois baianos assumem posições estratégicas na Esplanada, em meio à reestruturação ministerial voltada para o cenário eleitoral de 2026.
A engenheira e professora Miriam Belchior foi oficializada como nova ministra-chefe da Casa Civil, substituindo o conterrâneo Rui Costa, que deixa o cargo para disputar o Senado. Até então secretária-executiva da pasta e considerada braço-direito de Lula, Belchior tem trajetória consolidada no PT e perfil técnico, sendo vista como uma escolha de confiança do presidente para garantir estabilidade na coordenação de projetos estratégicos no último ano de mandato. Ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ela atuava na Casa Civil desde 2023, onde coordenou o Novo PAC. Com estilo mais conciliador que o antecessor, deve manter a equipe técnica e priorizar uma gestão mais burocrática e organizada.
Também foi confirmado para o primeiro escalão o engenheiro civil Antônio Vladimir Lima, que assume o Ministério das Cidades no lugar de Jader Filho, que deixará o cargo para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Pará. Ex-secretário-executivo da pasta, Lima é formado pela UFBA, analista de infraestrutura e tem experiência como coordenador de obras na Petrobras, com atuação voltada à gestão territorial. A expectativa é de continuidade nos programas de habitação e mobilidade urbana, áreas consideradas centrais na agenda do governo.
As mudanças integram uma reforma ministerial mais ampla conduzida por Lula, que também oficializou novos nomes em outras áreas. Paulo Henrique Cordeiro Perna assume o Esporte, enquanto George Santoro fica com Transportes. No Ministério da Pesca e Aquicultura, entra Rivetla Edipo Araújo Cruz, e Fernanda Machiavelli assume o Desenvolvimento Agrário. Já André de Paula passa a comandar a Agricultura, enquanto Eloy Terena assume Povos Indígenas.
Outras mudanças incluem Rachel Barros de Oliveira na Igualdade Racial, Janine Mello dos Santos em Direitos Humanos e João Paulo Capobianco no Meio Ambiente. Na Educação, assume Leonardo Barchini, enquanto Márcio Elias Rosa fica com Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Bruno Moretti assume o Planejamento, Dario Durigan a Fazenda e Tomé Franca completa a nova configuração em Portos e Aeroportos.
As mudanças refletem o movimento do governo para reorganizar a base política e administrativa às vésperas das eleições, mantendo quadros técnicos e promovendo nomes com experiência interna para garantir continuidade em programas considerados prioritários