Musicistas da OSBA protagonizam espetáculo especial em Salvador

Musicistas da OSBA protagonizam espetáculo especial em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Fernando Gomes

Publicado em 31/03/2026 às 14:28 / Leia em 3 minutos

Celebrando a força feminina dentro do universo da música clássica, a capital baiana prepara para receber a segunda edição do projeto “Ondinas”. O espetáculo acontece nesta quinta-feira (2), às 19h, no Teatro do Goethe-Institut, no Corredor da Vitória, e será protagonizado por 10 musicistas da Orquestra Sinfônica da Bahia. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia) e podem ser adquiridos através da plataforma da Sympla.

O concerto “Ondinas II” integra a Série Carybé, projeto da OSBA dedicado à música de câmara e a formações mais intimistas do repertório clássico. No palco, o conjunto formado por Andréa Bandeira (flauta), Ilza Cruz (fagote), Alana Rana (trompete), Isabela Rangel, Lírida Lima e Mariana Krewer (violinos), Laís Guimarães e Laura Jordão (violas), Tatiana Crilova (violoncelo) e Jéssica Albuquerque (contrabaixo) apresenta um programa que percorre diversos séculos e formações: de Mozart e Beethoven a compositoras do século XX, como Lili Boulanger e Astrid Spitznagel, além do compositor Vincent Persichetti.

As mulheres ainda são minoria nesse mundo orquestral, e poder ter esse momento de destaque, de mostrar o nosso som e a nossa arte, é de extrema importância“, afirma a violinista Lírida Lima.

Já para a chefe de naipe dos contrabaixos da OSBA, Jéssica Albuquerque, o encontro entre as colegas vai além do palco. “Interagir mais com as mulheres da Orquestra já é bacana por si só. Além disso, há o desafio de encontrar um repertório que contemple todas e que funcione com os instrumentos que a gente tem, e isso é muito gratificante.”

A abertura ficará por conta da “Sinfonia Concertante em Mi Bemol Maior, K. 364”, de Mozart, apresentada em versão para sexteto de cordas. Na sequência, a “Serenata para Flauta, Violino e Viola em Ré Maior, Op. 25”, de Beethoven, coloca em diálogo o universo dos sopros e das cordas.

O programa avança para momentos mais modernos com “Noturno”, de Lili Boulanger, compositora francesa que morreu aos 24 anos, em 1918, e foi a primeira mulher a vencer o renomado Prix de Rome para compositores. A versão a ser apresentada no “Ondinas” tem adaptação de Elisa Rangel Hill. Já “The Hollow Men”, de Vincent Persichetti, coloca o trompete de Alana Rana em posição de destaque numa peça de caráter mais intimista e moderno.

A noite se encerra com o “Quarteto de Cordas”, de Astrid Spitznagel, compositora contemporânea vienense. A peça foi sugerida pela contrabaixista Jéssica Albuquerque, que conheceu o trabalho de Spitznagel através de sua professora, Ana Valéria Poles.

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