Protagonista da novela Três Graças, Sophie Charlotte também tem se dedicado cada vez mais à sua carreira na música. A atriz é um dos destaques do álbum e audiovisual “Gal 80”, uma homenagem da Orquestra Sinfônica da Bahia aos 80 anos de Gal Costa. O projeto foi gravado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, e está disponível nas plataformas digitais.
Com regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres, Sophie divide com Wilson Simoninha a interpretação da canção “Sorte”, reeditando o dueto feito por Gal com Caetano Veloso na abertura do álbum “Bem-bom” (1985). Além disso, canta “Flor de maracujá”, música lançada por Gal no álbum “Cantar” (1974).
Sophie também está presente em “Mais simples”, EP que José Miguel Wisnik lançará em 10 de abril com gravações inéditas nas vozes de intérpretes como Caetano Veloso e Djavan. O projeto celebra a obra do artista, focando em interpretações intimistas e sofisticadas de sua obra.
Gal 80
Sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, “GAL 80” também conta com interpretações de Aiace, Angela Velloso, Clariana, Claudia Cunha, Emanuelle Araújo, Lazzo Matumbi, Luíza Britto, Márcia Short, Simoninha e Walerie Gondim, numa celebração à obra de uma das maiores vozes da música brasileira.
Para Carlos Prazeres, eternizar o concerto em formato digital amplia o alcance de um momento de destaque da trajetória recente da Orquestra. “O ‘GAL 80’ não foi só um concerto. Foi um encontro muito raro entre memória, identidade e presença. Levar esse concerto para o streaming em 2026 é permitir que aquele momento não fique restrito a quem estava ali. É abrir essa experiência para o mundo, democratizar esse encontro”, afirma.
Prazeres destaca ainda o papel simbólico de Gal Costa na cultura brasileira e, especialmente, na Bahia e em Salvador. “Gal nasce profundamente baiana, rompendo padrões o tempo inteiro. Ela expandiu o que podia ser a canção brasileira, o que podia ser a voz feminina. Para a Bahia, e especialmente como filha de Salvador, ela é um símbolo dessa liberdade e dessa capacidade de reinvenção constante.”