ALBA propõe conceder Comenda 2 de Julho à pesquisadora Tatiana Sampaio

ALBA propõe conceder Comenda 2 de Julho à pesquisadora Tatiana Sampaio

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 06/03/2026 às 18:55 / Leia em 2 minutos

Homenagem reconhece estudos sobre biopolímero com potencial para tratamento de lesões na medula espinhal

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) deve conceder, em sessão especial, a Comenda 2 de Julho, a mais alta honraria da Casa, à pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PP), por meio de um projeto de resolução encaminhado à Mesa Diretora.

A homenagem reconhece a trajetória científica da bióloga e suas pesquisas com impacto no tratamento de traumas raquimedulares, que podem causar paralisia.

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio é mestre e doutora pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da mesma instituição. No início da carreira, concentrou seus estudos na área de cinética enzimática e na modificação estrutural de proteínas sob estresse ambiental.

Ao longo da trajetória acadêmica, passou a se dedicar à química de macromoléculas estruturais, o que levou ao desenvolvimento do biopolímero polilaminina, material biológico com potencial terapêutico para auxiliar na recuperação de pacientes com lesões na medula.

A pesquisadora também registrou a patente PI0805852 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e firmou parceria com o laboratório brasileiro Cristália para avançar nas pesquisas e no desenvolvimento do material em escala maior, com segurança sanitária.

Segundo o deputado autor da proposta, resultados de estudos e relatórios médicos indicam recuperação de movimentos e sensibilidade em pacientes com lesões graves na região cervical, incluindo casos de pessoas que voltaram a andar sem auxílio de equipamentos.

Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca ainda que acidentes de trânsito são a principal causa de lesões na medula no Brasil, afetando principalmente jovens e trabalhadores, o que reforça a relevância de pesquisas voltadas para o tratamento dessas condições.

 

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