Cozinheira processa Neymar após trabalhar até 16h por dia

Cozinheira processa Neymar após trabalhar até 16h por dia

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 06/03/2026 às 17:24 / Leia em 3 minutos

Uma cozinheira entrou na Justiça contra o atacante Neymar alegando ter enfrentado jornadas exaustivas enquanto trabalhava em uma de suas propriedades em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. A ação tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e também envolve a empresa terceirizada responsável pela contratação da funcionária. As informações são do portal Metrópoles.

Segundo o processo, a cozinheira atuou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano na residência principal do jogador, conhecida como Casa Hotel Portobello, localizada no Condomínio Portobello, além de prestar serviços em outro imóvel dentro do mesmo complexo.

De acordo com a ação, o contrato previa expediente das 7h às 17h, de segunda a quinta-feira, e das 7h às 16h às sextas-feiras. A trabalhadora afirma, no entanto, que a rotina frequentemente ultrapassava esses horários. Segundo o relato, ela chegava a trabalhar até 23h ou meia-noite em alguns dias, preparando refeições para o jogador, amigos e convidados. Em determinadas ocasiões, teria cozinhado diariamente para até 150 pessoas.

A defesa da cozinheira também afirma que a profissional realizava atividades de grande esforço físico, como carregar peças de carne de cerca de 10 quilos, organizar geladeiras e transportar compras de supermercado com muitas sacolas pesadas, permanecendo longos períodos em pé.

Problemas de saúde

Segundo o processo, a carga de trabalho teria provocado problemas na coluna e inflamação no quadril da funcionária. Ela afirma ter feito consultas e exames médicos para diagnosticar as lesões e pede o pagamento de pensão em razão das supostas sequelas.

Embora tivesse salário registrado de aproximadamente R$ 4 mil, a cozinheira diz que recebia cerca de R$ 7,5 mil mensais com horas extras e adicionais. Ainda assim, sustenta que frequentemente trabalhava além do previsto e também aos fins de semana, principalmente aos domingos.

A ação também aponta que ela não conseguia usufruir adequadamente do intervalo para descanso. Segundo a defesa, mesmo registrando o ponto referente ao horário de pausa, continuava trabalhando durante esse período.

Valor do processo

Ao todo, a cozinheira pede cerca de R$ 262 mil em indenizações. O valor inclui verbas rescisórias, pagamento de horas extras, FGTS e multa, além de indenização por danos morais, despesas médicas e pensão.

Até o momento, o jogador, que atualmente atua no Santos Futebol Clube, não se manifestou publicamente sobre o processo.

 

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