“Laroyê!” Foi com essa energia que Daniela Mercury se preparou para arrastar uma multidão em São Paulo, neste domingo (22), com o trio da Pipoca da Rainha. A festa marca os 10 anos do projeto na capital paulista. A concentração aconteceu na Rua da Consolação, 2101, no bairro da Consolação.
A apresentação ocorre dias após um momento de tensão no Carnaval de Salvador. Na última segunda-feira, durante desfile no circuito Barra/Ondina, a cantora fez um desabafo após uma confusão envolvendo a ordem de passagem dos trios.
No discurso, Daniela defendeu as religiões de matriz africana e os blocos afro da cidade. “É terreiro. É terreiro. Viva nosso povo preto, viva o candomblé, viva a religião de matriz africana. (…) Todos os blocos afro dessa cidade são meus irmãos”, declarou, enquanto o público reagia com gritos de “rainha”.
Em outro momento, a artista citou Márcio Victor, líder do Psirico, ao comentar o episódio ocorrido pouco antes do início de sua apresentação. Segundo Daniela, o trio pipoca do grupo teria ultrapassado sua posição no Farol da Barra. “Se não fosse Malu, a gente não tava aqui. Vamos cantar, porque é para isso que eu existo”, afirmou, mencionando a esposa, Malu Verçosa.
A situação ocorreu após um atraso técnico no trio que vinha à frente. Durante a reorganização do desfile, o veículo do Psirico avançou, também apresentou problemas e precisou encostar. Em meio ao tumulto, o trio deu ré para ajustar a ordem e quase atingiu o público.
A apresentação começou por volta das 20h, após a definição da nova sequência no circuito. O episódio acontece em meio a uma disputa judicial sobre a ordem dos trios. Daniela havia conseguido na Justiça o direito de abrir o circuito no domingo (15) e na segunda (16), mas a decisão foi revertida na véspera do Carnaval, colocando-a em posição intermediária na fila.