A força da Bahia atravessa fronteiras e transforma São Paulo em extensão da folia neste fim de semana. Depois do feriado oficial, artistas baianos desembarcam na capital paulista para manter o clima carnavalesco vivo, tanto nas ruas quanto no Sambódromo do Anhembi, reforçando a presença do axé e da música baiana no maior centro urbano do país.
No sábado (21), o grupo BaianaSystem promove o já tradicional “Navio Pirata”, cortejo que arrasta multidões e reafirma a potência do afrorock baiano. Após uma sequência de apresentações no Carnaval, a banda faz concentração no Obelisco do Ibirapuera, às 14h, com participações especiais de Chico César e do poeta Luiz Carlos Bahia, além da abertura com a Charanga do França. Conhecido por unir crítica social, sonoridade afro-brasileira e estética carnavalesca contemporânea, o grupo consolida sua presença também fora da Bahia, repetindo em São Paulo o impacto que costuma provocar nas ruas de Salvador.
Ainda no sábado, o axé toma conta do Sambódromo do Anhembi com shows de Bell Marques e Durval Lelys no Camarote Bar Brahma, durante o Desfile das Campeãs do Carnaval de São Paulo 2026. Bell revisita sucessos consagrados e novidades como o hit “Que Calor é Esse?”, enquanto Durval mistura o repertório solo aos clássicos do Asa de Águia.
No domingo (22), a energia continua nas ruas. O bloco “Vem com o Gigante”, comandado por Léo Santana, concentra no Obelisco do Ibirapuera, às 9h. No repertório, sucessos recentes como “Desliza” e “Contatinho”, além de hits que marcaram a trajetória do cantor, que se consolidou como um dos principais nomes do pagode baiano contemporâneo.
Já à tarde, a “Pipoca da Rainha”, liderada por Daniela Mercury, ocupa a Rua da Consolação, a partir das 13h. No setlist, clássicos como “Swing da Cor”, “Rapunzel” e “O Canto da Cidade”, músicas que ajudaram a projetar o axé nacional e internacionalmente desde os anos 1990, e novos sucessos como “É Terreiro”.
Com cortejos de rua, blocos e shows em camarotes disputados, o fim de semana confirma que o Carnaval da Bahia não termina na Quarta-feira de Cinzas. Ele se reinventa e se expande, transformando São Paulo em território de trio elétrico, atrás do som que nasceu em Salvador e ganhou o Brasil.