Estudo brasileiro que fez paciente voltar a andar repercute no exterior

Estudo brasileiro que fez paciente voltar a andar repercute no exterior

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 16/02/2026 às 06:46 / Leia em 2 minutos

Uma pesquisadora brasileira está dominando as redes sociais internacionais em pleno Carnaval. O nome compartilhado por estrangeiros, especialmente no X e no TikTok, é o de Tatiana Coelho de Sampaio, cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável por uma descoberta que pode transformar o tratamento de lesões na medula espinhal.

Após 25 anos de pesquisa, Tatiana e sua equipe desenvolveram a polilaminina, uma molécula criada a partir de proteínas presentes na placenta humana. Na prática, a substância atua como uma espécie de “cola biológica”, recriando o ambiente necessário para que neurônios voltem a se conectar depois de uma lesão medular, algo que, até então, era considerado irreversível pela medicina.

Os resultados preliminares chamaram a atenção da comunidade científica e do público. Seis pacientes com lesões graves apresentaram recuperação de movimentos. Um dos casos mais emblemáticos é o de Bruno Drummond, que voltou a andar e até a dançar após ter perdido as funções motoras em decorrência de um acidente.

A relevância da descoberta é gigantesca. Lesões na medula espinhal afetam pelo menos 15,4 milhões de pessoas no mundo e, historicamente, são tratadas como danos permanentes, com foco apenas em reabilitação e adaptação. A possibilidade de regeneração neural abre um novo horizonte para a neurologia e para a medicina regenerativa.

Agora, a pesquisadora aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar os testes clínicos. Se os resultados forem confirmados em escala maior, a polilaminina pode representar uma das revoluções mais importantes da neurologia nas últimas décadas e consolidar o nome de Tatiana Coelho de Sampaio como um dos grandes destaques da ciência brasileira contemporânea.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia