Bloco Crocodilo vai recorrer da decisão que manteve ordem de desfile dos trios elétricos na Barra

Bloco Crocodilo vai recorrer da decisão que manteve ordem de desfile dos trios elétricos na Barra

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Instagram @celiasantosfotos

Publicado em 14/02/2026 às 19:27 / Leia em 3 minutos

O Bloco Crocodilo vai recorrer da decisão judicial que suspendeu a liminar que determinava a alteração da ordem de saída dos trios elétricos no Circuito Dodô (Barra-Ondina). Segundo o bloco, houve um rebaixamento progressivo e contínuo do bloco ao longo de quase 30 anos, e que está em desacordo com o critério de antiguidade previsto no regulamento do Carnaval.

Segundo a empresária Malu Verçosa Mercury, responsável pela gestão do bloco, o reposicionamento não ocorreu de forma pontual, mas ao longo de sucessivos anos. “O primeiro desfile do Bloco Crocodilo, em 1996, domingo, segunda e terça na Barra foi seguido por blocos alternativos que não desfilavam esses dias nesse circuito. Com o anúncio de que Daniela Mercury passaria a desfilar com o Crocodilo na Barra, os blocos Me Leva, Brother, Fecundança e Adrenalina seguiram Daniela se encaixando antes dela por determinação da gestão municipal da época. O carnaval na Barra não existia domingo, segunda e terça, reitero aqui. Com o passar dos anos, esses blocos deixaram de existir, mas o Bloco Crocodilo não foi reposicionado para o primeiro lugar, sendo sempre preterido e prejudicado nos desfiles”, argumenta

Malu destacou ainda que, apesar de tentativas de diálogo e administrativas, não houve retorno dos órgãos responsáveis. “Em 2026, antes do Carnaval, o Bloco Crocodilo enviou um ofício para o Comcar [Conselho Municipal do Carnaval] e para Saltur e não obteve resposta, mesmo com tentativa de contatos telefônicos. Diante da publicação oficial da ordem dos desfiles feita no dia 11 de fevereiro pela prefeitura, a diretoria do bloco fez diversas tentativas, sem sucesso, de contato telefônico com o Comcar e com a Saltur. Sendo necessário o último recurso disponível: a Justiça”, disse.

Ainda segundo Malu, o recurso judicial busca o reconhecimento de um direito histórico. “O objetivo principal do bloco Crocodilo, ao entrar na justiça, foi chamar a atenção para o apagamento histórico que vem acontecendo com a entidade, com as mulheres e com os pretos da cidade de Salvador. A mesma coisa aconteceu com o afro Filhos de Gandhy que perdeu o lugar na fila”, disse.

Ela citou ainda que outras entidades carnavalescas estimulam a segregação na festa. “Esse ano ainda, as entidades de blocos tentaram junto a SSP a criação de portais de acesso aos circuitos exclusivos para quem estivesse de abadá. O Bloco Crocodilo discordou do pedido, que considerou segregador e elitista. Felizmente a secretaria de segurança pública não atendeu ao pedido. O princípio de exclusão é o mesmo que mulheres e pretos sofrem no carnaval de Salvador. Temos uma festa que tem mulheres poderosas em destaque, como Daniela, Ivete, Margareth e não temos nenhum circuito homenageando nenhuma mulher. Só os homens têm destaque e reconhecimento. É preciso mudar e essa discussão chama a atenção para isso. Espero que provoquemos reflexões nas autoridades, em quem organiza o carnaval e também com o grande público”, concluiu.

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