Bap, do Flamengo, diz que cortes nos esportes olímpicos são necessários para reforçar futebol

Bap, do Flamengo, diz que cortes nos esportes olímpicos são necessários para reforçar futebol

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução / FlamengoTV

Publicado em 04/02/2026 às 09:53 / Leia em 2 minutos

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que os cortes recentes em modalidades olímpicas fazem parte de uma estratégia para manter o clube competitivo no futebol. A declaração foi dada em entrevista na FlamengoTV e repercutiu após mudanças internas no poliesportivo rubro-negro.

Ao justificar a medida, Bap associou a decisão ao cenário tributário e ao que chamou de distorções criadas para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), defendendo que o modelo atual pressiona clubes associativos a concentrar recursos no time principal. “O carro-chefe dos esportes rubro-negros é o futebol”, disse o dirigente, ao comentar a dificuldade de sustentar projetos fora do futebol no formato vigente.

O argumento financeiro ganhou força com projeções divulgadas em reportagens sobre o impacto de novas regras: segundo informações divulgadas pelo UOL e reproduzidas nesta semana, a conta de impostos extras poderia começar em R$ 19 milhões em 2026 e chegar a cerca de R$ 214 milhões em 2033, somando R$ 746 milhões no período, o que levou o clube a iniciar um plano de ajuste e corte de despesas.

Na mesma linha, o presidente criticou a lógica de entrada de capital no futebol via SAFs e argumentou que a diferença de tratamento tende a empurrar os clubes a reduzir investimento em outras frentes para reforçar o elenco. A fala reacendeu o debate sobre o papel social do Flamengo no esporte olímpico e sobre como o clube pretende equilibrar, a partir de 2026, a tradição poliesportiva com a ambição de seguir no topo do futebol sul-americano.

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