A discussão ocorrida após a formação do terceiro Paredão rendeu consequências jurídicas para Jonas Sulzbach. Nesta segunda-feira (2), a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo protocolou uma queixa-crime no Ministério Público (MP-SP) contra o participante, acusando-o de homofobia.
A denúncia, apresentada pelo deputado suplente Agripino Magalhães, baseia-se no vocabulário utilizado pelo modelo durante o embate com Juliano Floss.
Segundo o documento, o uso de expressões como “afetadinho” teve o intuito de desqualificar o colega de confinamento valendo-se de estereótipos pejorativos ligados à orientação sexual e identidade de gênero.
O Ministério Público acolheu a apresentação da queixa e analisará os fatos para decidir sobre a abertura de inquérito. A petição reforça que, com a vigência da Lei 14.532/2023, condutas discriminatórias e injúria racial são tratadas como ação penal pública incondicionada, com previsão de pena que pode chegar a cinco anos de reclusão.
A repercussão também mobilizou a equipe de Juliano Floss, que se manifestou sobre o momento em que Jonas chamou o influenciador de “loirinha”.
Nas redes sociais, os administradores pontuaram que Juliano é heterossexual, mas criticaram a postura do rival. “O fato de Jonas acreditar que chamá-lo de ‘loirinha’ seja ofensivo diz muito mais sobre quem ofende do que sobre quem é ofendido”, declarou a equipe do participante.
Este é o segundo episódio da atual temporada a gerar uma denúncia formal. Em 22 de janeiro, o participante Matheus Moreira também foi alvo de ação no Ministério Público após imitar, de maneira depreciativa, trejeitos associados a homens gays.