Haddad indica secretário Guilherme Mello para vaga estratégica no Banco Central

Haddad indica secretário Guilherme Mello para vaga estratégica no Banco Central

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Paulo Pinto/Agência Brasil

Publicado em 03/02/2026 às 06:53 / Leia em 3 minutos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado (31), a indicação do economista Guilherme Mello para uma vaga na diretoria do Banco Central. Atual secretário de Política Econômica, Mello é visto como um nome de extrema confiança técnica da equipe econômica. A informação foi divulgada inicialmente pela Bloomberg e confirmada pelo jornal O Globo. A conversa entre Haddad e Lula ocorreu em Brasília e se estendeu por cerca de três horas no Palácio do Planalto.

A eventual nomeação tem como objetivo preencher uma das duas diretorias que permanecem sem titulares definitivos desde o fim de 2025. O principal foco da indicação seria a Diretoria de Política Econômica, área responsável pela elaboração dos cenários que embasam as decisões sobre a taxa básica de juros no país. A movimentação repete um modelo já adotado pelo governo com Gabriel Galípolo, que também deixou o Ministério da Fazenda para integrar o alto escalão da autoridade monetária.

Nos bastidores, a escolha é interpretada como um esforço para ampliar o alinhamento entre a política fiscal e a política monetária. Guilherme Mello consolidou-se como peça central na construção das projeções de inflação e crescimento que sustentam as propostas econômicas do governo. Caso o nome avance no Planalto, o secretário ainda precisará passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado antes da aprovação final.

Aos 42 anos, Mello é formado pela Unicamp, com especialização em macroeconomia e política fiscal. Antes de assumir a Secretaria de Política Econômica, participou ativamente da formulação do programa econômico do governo e ganhou projeção interna pela precisão de projeções recentes. Haddad já elogiou publicamente o desempenho do auxiliar e destacou que seu perfil acadêmico contribui para o diálogo técnico exigido no Banco Central.

Atualmente, duas diretorias do BC operam sob regime de interinidade, o que aumenta a pressão por definições rápidas. Além da área de Política Econômica, a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro também aguarda um novo titular. A consolidação de nomes técnicos em posições estratégicas segue sendo acompanhada de perto pelo mercado financeiro, atento a sinais de previsibilidade na condução da política de juros e à estabilidade do sistema bancário.

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