Sereia do Rio Vermelho é restaurada antes da Festa de Iemanjá

Sereia do Rio Vermelho é restaurada antes da Festa de Iemanjá

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Instituto Argolo e Bruno Concha / Secom PMS

Publicado em 30/01/2026 às 14:07 / Leia em 2 minutos

A escultura A Sereia do Rio Vermelho, de autoria do artista plástico baiano Tatti Moreno, passou por um processo de restauração antes da Festa de Iemanjá, celebrada no dia 2 de fevereiro. A intervenção foi realizada pelo artista plástico José Dirson Argolo, sob coordenação da Fundação Gregório de Mattos (FGM), responsável pela preservação do patrimônio artístico de Salvador.

Instalada no Largo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, a obra é um dos principais símbolos da arte pública da capital baiana e integra o conjunto de esculturas de temática afro-religiosa deixado por Tatti Moreno, que faleceu em julho de 2022, aos 77 anos.

Segundo o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, a ação reforça o compromisso institucional com a preservação da cultura afro-baiana. “A requalificação da Sereia do Rio Vermelho reafirma o compromisso da Fundação com a preservação da arte pública e com a valorização da cultura afro-baiana, mantendo viva a relação de Salvador com o mar e com a força simbólica de Iemanjá”, afirmou.

Responsável pelo restauro, José Dirson Argolo explicou que, apesar de a escultura ser feita em fibra de vidro, material menos suscetível à corrosão, a peça apresentava desgastes visíveis. “Havia danos na pintura, manchas, pichações e colagem de cartazes, especialmente no pedestal, que estava bastante comprometido”, disse.

O processo incluiu limpeza completa com produtos específicos, aplicação de material de proteção e repintura no tom original, utilizando tinta automotiva dourada, mais resistente às intempéries. O pedestal passou por reconstituição das áreas danificadas, fechamento de lacunas e aplicação de verniz.

Professor da Escola de Belas-Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Argolo também destacou a importância da obra no conjunto artístico de Tatti Moreno e no espaço urbano de Salvador. Segundo ele, a escultura representa Iemanjá, orixá das águas salgadas, com elementos simbólicos ligados à fecundidade feminina e à abundância dos peixes da Baía de Todos-os-Santos.

A restauração foi concluída em cerca de dez dias e devolve a obra ao cenário simbólico do Rio Vermelho às vésperas da tradicional celebração dedicada à orixá. A expectativa é de que a escultura volte a integrar o roteiro das homenagens durante a Festa de Iemanjá.

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