Depois do 4 a 0 sofrido para o Botafogo, no estádio Nilton Santos, na estreia do Brasileirão, o técnico Tite reconheceu que o time chegou com pouco ritmo e apontou a própria escolha como falha.
“Talvez, o erro maior… foi estratégia”, disse o treinador em entrevista coletiva ao explicar a preservação da equipe no início da temporada.
A avaliação veio após a opção de usar jovens nas primeiras rodadas do Mineiro e só colocar os titulares em campo mais tarde: contra o Botafogo, foi apenas o terceiro jogo do time principal em 2026. A comissão entende que mais partidas poderiam ter acelerado a retomada do comportamento e da intensidade do ano passado.
O comandante também admitiu que a equipe ainda não conseguiu reproduzir o padrão deixado por Leonardo Jardim, que saiu por questões pessoais no fim de 2025, e descreveu o processo como um “passo para trás” para reconstruir fundamentos e lidar com cobranças.
Na leitura do jogo, ele citou o segundo gol como ponto de virada: uma troca apressada, em meio a problema físico e reposicionamento, deixou o time momentaneamente com 10 em campo no escanteio que originou o contra-ataque. Para ele, um placar elástico “não” combina com “a grandeza” do clube.
A goleada aumentou a pressão porque o Cruzeiro soma quatro derrotas em seis jogos no início do trabalho e terá resposta imediata no calendário: enfrenta o Betim no domingo (1º de fevereiro), pelo Mineiro, e volta ao Brasileiro na quinta-feira (5 de fevereiro), contra o Coritiba, no Mineirão.