A Bahia garantiu a terceira posição no ranking nacional de geração de emprego formal em 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (29), mostram que o estado encerrou o ano com um saldo positivo de 94.380 novos postos de trabalho.
O desempenho baiano em números absolutos ficou atrás apenas de São Paulo, que criou 311.228 vagas, e do Rio de Janeiro, com 100.920. No entanto, ao analisar o crescimento proporcional, a Bahia apresentou uma alta de 4,41%, índice superior ao registrado pelos dois estados do Sudeste.
Com esse resultado, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada em território baiano chegou a 2.232.149 vínculos ativos.
A consistência marcou o ano na Bahia, que registrou saldo positivo de contratações entre janeiro e novembro. A única exceção foi o mês de dezembro, período que tradicionalmente apresenta retração devido a desligamentos sazonais, quando houve o fechamento de 19.498 vagas.
O setor de Serviços foi o principal motor dessa expansão, respondendo sozinho pela criação de 54.459 postos. A Indústria apareceu em segundo lugar, seguida pelo Comércio, Construção Civil e Agropecuária, todos com saldos positivos.
Para o governo estadual, os números refletem a eficácia na atração de investimentos privados e a execução de obras públicas. Em nota, secretário do Trabalho, Augusto Vasconcelos, destacou que a chegada de empreendimentos nos setores automotivo, naval e de energias renováveis, somada a grandes projetos de infraestrutura como o VLT e a Ponte Salvador-Itaparica, foi determinante para aquecer o mercado de trabalho.
No cenário nacional, o ano foi de recuperação generalizada. Todas as 27 unidades da federação terminaram 2025 com saldo positivo na geração de empregos. Enquanto o eixo Rio-São Paulo liderou em volume, as maiores taxas de crescimento percentual foram observadas no Amapá, Paraíba e Piauí.