Morreu nesta segunda-feira (26), em Salvador, o arquiteto Gilberbet Chaves. Aos 99 anos, ele era uma das referências da arquitetura baiana, sendo conhecido principalmente por projetar a casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, na Rua Alagoinhas, bairro do Rio Vermelho, posteriormente transformada num museu.
A também arquiteta Cristina Chaves, filha de Gilberbet, publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais.
“Obrigada todos os colegas por todo carinho. Acolho todas mensagens no meu coração! Foi um grande mestre! Contribuiu para nossa cultura, deixando também um museu: a Casa do Rio Vermelho – projeto da casa de Jorge Amado e Zélia. Quando puderem, visitem”, disse.
Amigo pessoal de Jorge Amado, o arquiteto chegou a ser citado na obra do autor. Numa das passagens de Dona Flor e Seus Dois Maridos, o autor brinca com o nome um tanto inusitado do arquiteto.
“Parecia um jardim de contos de fada e o pequeno anfiteatro era de uma audácia arquitetônica nunca vista na Bahia: ‘Gilberbet aprendam o nome certo: é Gilberbet e não Gilberto ou Gilbert, como pronunciam certos rastaqueras – demonstrou seu gênio ultramoderno’ (Silvinho mais uma vez e não a última com certeza). Dona Flor, ao entrar, abriu a boca em admiração e pasmo. Dona Norma só pôde articular uma palavra: – Porreta!”, afirma trecho do clássico lançado em 1966.
A cremação do corpo de Gilberbet será às 10h30 desta terça-feira (27), no Cemitério Parque Jardim da Saudade, em Salvador.