Oscar de Melhor Ator: números, vitórias e caminhos de Wagner Moura e Chalamet até a estatueta

Oscar de Melhor Ator: números, vitórias e caminhos de Wagner Moura e Chalamet até a estatueta

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 23/01/2026 às 11:41 / Leia em 3 minutos

A disputa pelo Oscar de Melhor Ator deste ano reúne trajetórias, idades e momentos de carreira bem distintos, mas com um ponto de convergência claro: Timothée Chalamet e Wagner Moura chegam à reta final da temporada embalados por campanhas fortes e números praticamente equivalentes em vitórias, ainda que por caminhos diferentes.

Aos 30 anos, Timothée Chalamet acumula sua terceira indicação ao Oscar na categoria. Depois de concorrer por “Me Chame Pelo Seu Nome”, em 2018, quando tinha apenas 22 anos, e por “Um Completo Desconhecido”, em 2025, o ator volta à disputa com “Marty Supreme”.

Apesar da recorrência entre os indicados, o Oscar segue como um prêmio inédito em sua estante. Nesta temporada, no entanto, Chalamet teve um desempenho robusto, conquistando cerca de 13 prêmios, com destaque para vitórias no Globo de Ouro e no Critics Choice Awards, além de uma série de reconhecimentos concedidos por associações de críticos de diferentes estados norte-americanos.

Do outro lado está Wagner Moura, que estreia entre os indicados ao Oscar de Melhor Ator aos 49 anos, graças à performance em “O Agente Secreto”. Diferentemente de Chalamet, Moura vive um momento inaugural na principal premiação do cinema mundial, mas chega à disputa com uma campanha igualmente consistente.

Ao longo da temporada, o ator brasileiro também acumulou cerca de 13 prêmios, incluindo o Globo de Ouro, uma das distinções mais visíveis do circuito, além do reconhecimento no Festival de Cannes, no New York Film Critics Circle Awards e em premiações concedidas por críticos dos Estados Unidos e de países como Canadá, Chile, Portugal e Suíça.

A coincidência de ambos terem vencido o Globo de Ouro ajuda a explicar por que os dois nomes aparecem com tanto destaque na corrida. A cerimônia, no entanto, divide suas categorias de atuação entre Drama e Comédia ou Musical, o que permitiu que Chalamet e Moura fossem premiados sem competir diretamente. Essa separação não existe no Oscar, onde todos os indicados concorrem na mesma categoria, transformando o encontro entre os dois em um duelo direto na noite final.

No caso de Wagner Moura, a temporada também foi marcada por honrarias que extrapolam os prêmios tradicionais. Um dos destaques foi o IndieWire Honors, concedido por um dos veículos mais influentes da indústria audiovisual, especialmente no circuito independente e de prestígio, que o reconheceu como Melhor Performance. O conjunto de vitórias reforça o peso internacional do ator brasileiro e amplia a visibilidade de sua candidatura.

Com números praticamente empatados e campanhas bem-sucedidas, Timothée Chalamet e Wagner Moura chegam ao Oscar representando narrativas opostas: de um lado, o jovem astro que segue em busca da primeira estatueta; do outro, o ator consagrado que transforma sua estreia na categoria em um marco histórico. O desfecho dessa disputa, agora sem divisões de gênero ou tom, promete ser um dos momentos mais comentados da cerimônia.

Além dos dois, concorrem na categoria de Melhor Ator Ethan Hawke, por “Blue Moon”; Michael B. Jordan, por “Pecadores” e Leonardo di Caprio, por “Uma Batalha Após a Outra”.

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