Orcas que afundam barcos na Espanha desenvolveram linguagem própria nunca ouvida antes

Orcas que afundam barcos na Espanha desenvolveram linguagem própria nunca ouvida antes

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 21/01/2026 às 13:11 / Leia em 2 minutos

Pesquisadores que monitoram ataques de orcas a embarcações na costa da Espanha afirmam que o grupo envolvido nos incidentes desenvolveu um padrão próprio de comunicação. Os episódios ocorrem desde 2020, principalmente no Estreito de Gibraltar, e vêm sendo acompanhados por cientistas que buscam entender o comportamento dos animais.

A líder do grupo, conhecida como Gladis Branca, foi registrada emitindo sons considerados inéditos durante interações com outras orcas. As gravações indicam que ela se comunica com integrantes do grupo, apelidadas por pesquisadores de “alunas gladiadoras”, por meio de um conjunto específico de vocalizações.

As orcas têm sido associadas a ataques e colisões com barcos tanto na costa espanhola quanto na portuguesa. Desde o início da sequência de ocorrências, equipes de pesquisa intensificaram o acompanhamento para identificar possíveis motivações e padrões de comportamento.

Durante expedições em águas espanholas, cientistas conseguiram gravar sons que não se assemelham a registros anteriores da espécie. O material captado revela quatro tipos distintos de vocalizações, consideradas únicas até o momento.

Segundo Renaud de Stephanis, presidente do Centro de Conservação, Informação e Pesquisa sobre Cetáceos, o achado chamou a atenção da comunidade científica. “Estudamos essas orcas há 30 anos. Até agora, acreditava-se que elas eram muito silenciosas. Mas agora descobrimos que seus chamados são totalmente diferentes de qualquer outro. Do ponto de vista da conservação cultural, isso é simplesmente incrível. É como encontrar, de repente, uma nova língua (humana) no meio da Europa”, afirmou.

De Stephanis explicou ainda que diferenças nos sons emitidos por orcas costumam ser classificadas como variações de sotaque, e não como dialetos completamente novos, o que torna o caso ainda mais relevante para os estudos da espécie.

As gravações analisadas envolvem cerca de 40 orcas que vivem no Estreito de Gibraltar e ao longo da costa atlântica da Península Ibérica. Pelo menos 15 delas são apontadas como possíveis participantes de incidentes com embarcações registrados nos últimos quatro anos.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia