Fitinhas do Senhor do Bonfim preservam tradição de fé e cultura na Bahia

Fitinhas do Senhor do Bonfim preservam tradição de fé e cultura na Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Bruno Concha / Secom PMS

Publicado em 14/01/2026 às 12:10 / Leia em 2 minutos

As fitinhas do Senhor do Bonfim são um dos símbolos mais conhecidos de Salvador e da Bahia, presentes em igrejas, feiras e no pulso de moradores e turistas. Mais do que um souvenir, carregam história ligada à fé, ao sincretismo religioso e à cultura popular.

A origem das fitinhas remonta ao século XIX, quando eram chamadas de “medida do Bonfim” e confeccionadas artesanalmente em cetim ou linho, com bordados e detalhes em tinta dourada. O objetivo inicial era arrecadar fundos para a Irmandade do Senhor do Bonfim. Com o tempo, o objeto tornou-se menor, mais acessível e popular, mantendo o costume de amarrar nós enquanto se faz pedidos de saúde, amor, proteção e prosperidade.

Turistas e moradores destacam a importância da tradição. Sebastião Gomes, 69 anos, do Rio de Janeiro, afirmou que, ao conhecer a história, a fitinha passou a representar fé e ligação com a cultura local. “Não é só um souvenir, é algo que carrega crença e respeito”, disse.

Para vendedores da Colina Sagrada, o símbolo também garante sustento. Carlos Antônio Pereira da Silva, 38, vende fitinhas há 15 anos e afirma: “A fitinha representa tudo para mim. É o meu ganha-pão e o sustento da minha família”.

As fitinhas continuam sendo um elemento central da identidade cultural baiana, atravessando gerações e mantendo viva a tradição do Senhor do Bonfim.

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