A Escola Afro-brasileira Maria Felipa vai continuar funcionando em 2026. A novidade foi anunciada pelas gestoras da escola, Bárbara Karine e Maju Passos, em um vídeo publicado no Instagram, nessa sexta-feira (9).
Esta semana, a instituição havia publicado um comunicado oficial informando a suspensão das atividades devido a dificuldades financeiras. No entanto, após um ato na Barra, tudo mudou.
“Ontem fizemos um ato no Porto da Barra puxado pelas profissionais da escola. Após o ato, um importante artista baiano, entrou em contato conosco dizendo que estava disposto a tudo para o projeto não fechar. Ali começou uma grande reviravolta”, contam as duas.
O artista, que não teve o nome revelado, contribuiu com R$ 400 mil, mas os custos da escola estão em R$ 600 mil. Por isso, elas abriram uma vaquinha para arrecadar R$ 200 mil.
No entanto, a escola deixará de ser privada e funcionará de outra maneira. “Vamos fechar enquanto escola privada, mas vamos instantaneamente reabrir como escola dentro do CNPJ do nosso instituto. Reabriremos com metade das crianças mensalistas e metade das crianças bolsistas”. Atualmente, as mensalistas representam apenas 30% da receita da escola.
As gestoras informaram ainda que vão buscar formas de manter o projeto. “Nesse novo formato contrataremos um/uma profissional de captação do terceiro setor na intenção de busca pela estabilidade da iniciativa para os próximos anos através de captação de recursos de instituições filantrópicas e governamentais para o nosso instituto, bem como nos inscreveremos no CEBAS ano que vem para termos isenção fiscal e também no CMDCA e ainda deduções de imposto de renda de PF e PJ”, explicam.
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