Wagner Moura voltou a falar sobre o ambiente de censura no Brasil durante o governo Jair Bolsonaro. Em conversa com a revista The Hollywood Reporter, divulgada nesta sexta-feira (2), o ator relembrou as dificuldades enfrentadas para lançar o filme “Marighella”, em 2020, por conta de entraves impostos pelo governo da época.
Na entrevista, Wagner comentou ainda sobre a parceria com Kleber Mendonça Filho, diretor de “O Agente Secreto”, e destacou como a política acabou aproximando os dois artistas durante um período de grande tensão no país.
“Eu sempre fico com dificuldade em como dizer isso. Foi um momento muito ruim. A censura… Não foi uma censura igual durante a ditadura, mas uma censura cínica. Onde eles tornavam impossível de seu filme ser lançado. E quem fosse contra o que estava acontecendo lá, sofreu muitas consequências”, disse.
“Eu dirigi um filme sobre um cara que era o líder da luta armada no Brasil, um filme chamado Marighella. O filme estreou em Berlim, em 2019, e foi censurado no Brasil. E Kleber, também, foi… Então, nós pegamos pensando juntos, cara, como podemos reagir? Como podemos expor nossa perplexidade sobre o que está acontecendo aqui? E depois, O Agente Secreto aconteceu”, lembrou.
Com a campanha para o Oscar a todo vapor, Wagner Moura abriu o jogo sobre a censura enfrentada por “Marighella” e refletiu sobre como essa experiência impactou sua trajetória artística.
Durante a roda de conversa da revista The Hollywood Reporter, divulgada nesta sexta-feira… pic.twitter.com/OgHo8IURsl
— PAPELPOP (@papelpop) January 2, 2026