Depois do empate em 1 a 1 com o Juventude, em Caxias do Sul, o Bahia chega às duas últimas rodadas do Brasileirão em 7º lugar, com 57 pontos, já garantido na Libertadores de 2026, mas ainda fora da zona de vaga direta. O time de Rogério Ceni enfrenta Sport, na Arena Fonte Nova, e Fluminense, no Maracanã, tentando chegar ao G-5.
Hoje, a classificação direta passa pelos cinco primeiros colocados da Série A porque Flamengo, campeão da da Libertadores de 2025, abriu uma vaga extra ao Brasil no grupo principal do torneio continental. Assim, Cruzeiro, Mirassol, Botafogo e Fluminense travam a disputa com o Tricolor baiano, que precisa subir pelo menos duas posições para não depender da fase preliminar.
O primeiro passo é óbvio dentro do clube: vencer o Sport em casa. Lanterna do campeonato e já rebaixado, o time pernambucano chega à Fonte Nova pressionado, enquanto o Bahia tenta transformar a força da torcida em pontos. “Isso nos deixa na obrigação de vencer o Sport e, provavelmente, depender do resultado na última rodada contra o Fluminense, se quisermos uma vaga direta”, ressaltou Rogério Ceni ao projetar a reta final.
Se o Bahia somar seis pontos contra Sport e Fluminense, chegará a 63 e ultrapassará automaticamente o próprio Tricolor carioca, já que os dois se enfrentam na rodada derradeira. Mesmo assim, o cenário ainda exige tropeços de Botafogo e, em menor escala, de Mirassol, que têm campanhas ligeiramente melhores e confrontos diretos pesados na tabela. Em termos práticos, o aproveitamento de 100% coloca o Esquadrão muito perto da vaga direta, mas não garante matematicamente o objetivo.
Com quatro pontos (uma vitória e um empate), o Bahia iria a 61 e seguiria com chances, porém bem mais dependente dos outros resultados: precisaria ver rivais diretos perderem pontos em sequência para abrir espaço no G-5. Qualquer pontuação menor do que isso deixaria o clube praticamente restrito à pré-Libertadores, já que permitiria a Fluminense e Botafogo construir uma vantagem confortável nas rodadas finais.
Há ainda um caminho indireto que passa pela Copa do Brasil. Caso o Bahia termine o Brasileirão em 6º lugar, um título de Cruzeiro ou Fluminense no torneio, aliado a uma boa colocação desses clubes na tabela, pode empurrar mais uma vaga brasileira para a fase de grupos e beneficiar o Tricolor. Mesmo assim, dentro do CT Evaristo de Macedo o discurso é simples: fazer a parte que falta nas duas últimas partidas e, só depois disso, olhar para a calculadora.