Wagner Moura marcou presença na manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem que acontece neste domingo (21), na região da Barra, em Salvador. Na ocasião, o ator subiu no trio elétrico comandado pela cantora Daniela Mercury e exibiu toda a sua desenvoltura e talento ao dançar e cantar “Deusa do Amor”, “Várias Queixas, entre outros clássicos da música baiana.
“Eu tenho orgulho de ser da Bahia, porque aqui a extrema direita não se cria. Aqui não, pai. Aqui não (…) Hoje vim aqui com vontade de falar apenas de coisas boas, do momento extraordinário pelo qual passa a democracia brasileira, que é exemplo para o mundo todo. Crescemos ouvindo que nossa democracia é frágil, que nossa democracia é jovem, mas nossa democracia bota pra lenhar Viva a democracia. Viva o Brasil. Viva a Bahia”, declarou o protagonista de “O Agente Secreto”, sendo aplaudido pelo público, que entoava o coro de “sem anistia”.
No Rio de Janeiro, o ato contará com a presença do cantor e compositor Caetano Veloso, que comandará um trio elétrico em Copacabana, acompanhado de Gilberto Gil, Chico Buarque e Djavan, em um encontro marcado para as 14h no Posto 5.

O que é a PEC da Blindagem?
Conhecida como PEC 3/2021, a proposta, rebatizada de PEC da Blindagem, foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em setembro e segue agora para o Senado.
O texto exige autorização prévia da Câmara ou do Senado para que o STF possa abrir ações penais contra deputados e senadores e também restringe a prisão de parlamentares, que passaria a depender de aval da maioria de seus pares. Em alguns debates, chegou-se a mencionar a possibilidade de estender essas prerrogativas a presidentes de partidos.
O relator do projeto na Câmara foi o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), e a proposta voltou à pauta sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB) após articulação com líderes partidários. Defensores afirmam que o objetivo é proteger parlamentares de abusos de autoridade, mas críticos veem risco de impunidade e enfraquecimento do Judiciário.
A PEC, que ficou adormecida desde 2021, reacendeu a mobilização popular em 2025. Entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), além de organizações anticorrupção, divulgaram notas de repúdio.
No Supremo, o ministro Dias Toffoli determinou que a Câmara explique em até dez dias o rito de aprovação, em ação que contesta o avanço da proposta.
Caso o texto seja aprovado pelo Senado sem alterações, a PEC será promulgada; se sofrer mudanças, voltará à Câmara para nova análise.