Entre os dias 11 e 13 de setembro, o Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, recebe uma programação que homenageia as quatro décadas da Axé Music.
Com o tema “Ecos da Axé Music”, a 7ª edição da Mostra Sesc de Música propõe encontros entre artistas de diferentes gerações, unindo novos talentos e nomes já consagrados.
Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 60 e estão disponíveis na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro, de terça a domingo, das 13h às 19h.
A abertura acontece na quinta-feira (11), a partir das 19h, com Mirceia Jordana apresentando o show “À Vontade”, que mistura ritmos como xote, samba-reggae, pop e samba de roda. Em seguida, o cantor Jalmy, integrante do Duo BAVI e do Samba do Vai Kem Ké, leva ao palco composições próprias e interpretações de artistas que marcam sua trajetória, como Carlinhos Brown.
Para encerrar a noite, Márcia Castro revisita os anos 1990 em um show dedicado à sonoridade baiana daquele período.
Na sexta (12), a programação começa com Thiago Li e o espetáculo “Eu, sempre existiu”, uma criação poético-musical que aborda a existência de sujeitos dissidentes e dialoga com obras de Liniker, Gilberto Gil e Ney Matogrosso. Logo depois, Jann Souza apresenta “Orin”, espetáculo que valoriza as matrizes afro-brasileiras por meio de composições próprias, releituras e cantigas em yorùbá.
O encerramento da noite fica por conta de Gerônimo, um dos ícones da música baiana, que promete sucessos como “Eu sou negão”, “É D’Oxum” e “Agradecer e Abraçar”.
O último dia da Mostra (13), data em que o Sesc Bahia completa 79 anos, será marcado pelo show de Márcia Short. Com mais de 30 anos de carreira, a cantora, que foi integrante da Banda Mel, leva ao palco hits como “Prefixo de Verão”, “Baianidade Nagô” e “Crença e Fé”.
A direção artística desta edição é de Manuela Rodrigues, que destaca o propósito de revisitar o Axé em suas múltiplas dimensões. A curadoria propõe reflexões que vão desde os aspectos históricos e sociológicos do movimento até as novas formas de expressão que atualizam o gênero.
“A ideia é criar diálogos entre artistas que ajudaram a consolidar a Axé Music e a nova cena musical da Bahia, mostrando como esse legado ainda reverbera em identidade, memória e território”, explica Manuela, em nota.