The Economist compara Bolsonaro a invasor do Capitólio e diz que Brasil ‘dá lição de democracia aos EUA’

The Economist compara Bolsonaro a invasor do Capitólio e diz que Brasil ‘dá lição de democracia aos EUA’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Antonio Dilson Neto

Reprodução/The Economist

Publicado em 28/08/2025 às 19:31 / Leia em 2 minutos

A revista britânica The Economist trouxe em sua edição mais recente, que chegou às bancas nesta quinta-feira (28), uma capa provocativa sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, que começa na próxima semana no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ilustração, Bolsonaro aparece com o rosto pintado de verde e amarelo e um chapéu viking de pele animal, numa clara referência a Jake Angeli, conhecido como “xamã do QAnon”, que virou símbolo da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos, em janeiro de 2021.

Foto: Reprodução

Sob o título “O que o Brasil pode ensinar à América”, a revista afirma que o julgamento representa um exemplo de “maturidade democrática”, em contraste com os Estados Unidos, que, segundo a publicação, estariam se tornando “mais corruptos, protecionistas e autoritários”.

O julgamento

O processo (ação penal 2668) tem como alvo o chamado núcleo 1 da trama golpista, identificado pela Procuradoria-Geral da República como o grupo que articulou os principais planos para tentar manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota em 2022.

De acordo com a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, baseada nas investigações da Polícia Federal (PF), Bolsonaro foi o líder da articulação que começou em 2021. A estratégia teria incluído ataques ao sistema eletrônico de votação para desacreditar as urnas e preparar terreno para uma ruptura institucional.

O plano teria alcançado seu auge no 8 de janeiro de 2023, com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Segundo a PGR, havia ainda previsões de ações violentas, como sequestros e assassinatos de autoridades, entre elas o ministro do STF Alexandre de Moraes, o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin.

Todos os advogados dos acusados pedem absolvição.

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