O empresário Carlos Alberto Veiga Sicupira, conhecido como Beto Sicupira, está entre os investidores de um projeto imobiliário de €100 milhões em Cascais, Portugal. O bilionário, quinto colocado na lista dos brasileiros mais ricos do mundo segundo a Forbes, possui um patrimônio estimado em €6,5 bilhões e tem ampliado sua presença no mercado europeu.
O empreendimento, chamado Atóll, ocupará o espaço do antigo Cascais Villa Shopping, inaugurado em 2001 e atualmente em processo de demolição. O projeto prevê a construção de duas torres residenciais de luxo com áreas comerciais, assinadas pelo arquiteto britânico Norman Foster, em colaboração com o estúdio português Fragmentos.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, a iniciativa trará um visual mais integrado à região. “Será um espaço mais humanizado à entrada da vila, com avenidas largas, esplanadas e áreas de convívio”, afirmou em entrevista ao jornal Público, de Portugal.
A obra é promovida pela empresa Prime, que destacou o foco na durabilidade e na integração com o entorno. “Este é um projeto pensado para resistir ao tempo”, disseram em nota os diretores Filippo Buffa e Federico Rosales.
Transformação urbana
O vice-presidente da Câmara, Nuno Piteira Lopes, explicou que a demolição do antigo shopping — apelidado de “Titanic” pela população devido ao formato do prédio — será feita de forma criteriosa, com reaproveitamento de materiais. Documentos municipais indicam que o novo complexo terá jardins botânicos, terraços, uso de materiais em tons quentes e estacionamento subterrâneo para 600 veículos.
Repercussão local
A chegada do Atóll divide opiniões entre moradores e comerciantes. Para José Luís Teixeira, administrador do centro comercial vizinho Cisne, o avanço é inevitável. “É a evolução natural das coisas, não há o que fazer. Essa área será totalmente renovada e ficamos a esperar”, disse.
Já Sónia Cunha, gerente da pastelaria Lutécia, vê os investimentos como uma oportunidade. “Isso é bom, Deus queira que seja melhor com o novo empreendimento. Esperamos que traga mais clientes”, afirmou.
Enquanto comerciantes aguardam os efeitos no movimento e no emprego local, empresários pedem transparência da Câmara sobre o impacto do novo empreendimento na comunidade.