A Polícia Federal realiza nesta semana novos depoimentos no inquérito das fake news, que investiga a disseminação de conteúdos falsos e ataques a ministros do STF e instituições democráticas.
Na última quinta-feira (3), foi ouvido Tércio Arnaud, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, grupo de comunicação ligado ao vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) que teria operado dentro do Palácio do Planalto.
Tércio negou à PF a existência de uma estrutura organizada para espalhar fake news no governo Bolsonaro. Também afirmou não reconhecer alguns nomes citados.
Pelo menos outros dois investigados devem depor nos próximos dias. O inquérito, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, foi prorrogado por mais seis meses em dezembro de 2024 e está em fase final.
As investigações apuram a criação e o financiamento de redes que difundiam desinformação, ameaças e ataques ao Supremo, inclusive com memes e denúncias caluniosas, com possível articulação política e digital em larga escala.